Genebra achava que já conseguia encarar Gaspar com muita frieza.
Mas ele sempre conseguia provocar suas emoções com facilidade.
A voz de Genebra tremia de raiva,
— Gaspar, nós não somos sórdidos como você!
Gaspar baixou os olhos, exalando um frio cortante. O canto da boca curvou-se, mas sem nenhum vestígio de sorriso. Ele disse pausadamente,
— "Nós"? Já está chamando de "nós" tão rápido assim? Você ainda se lembra de que é casada?
Genebra zombou,
— Você também sabe que é casado? E quando você e a Débora fizeram um filho bastardo, por que não pensou no seu status de homem casado?
Genebra aparentava força, mas a mão caída ao lado do corpo já tremia.
Quem se importa é quem desmorona primeiro.
Ao mencionar o assunto, seu coração ainda doía, sangrava.
Era a primeira vez que Genebra confrontava Gaspar diretamente sobre a gravidez de Débora.
Ela pensou que haveria um traço de arrependimento no rosto de Gaspar.
Mas Gaspar apenas hesitou por meio segundo,
— Você já sabe?
Tão calmo quanto se perguntasse se Genebra havia jantado naquela noite.
O coração de Genebra instantaneamente caiu em um poço de gelo, como se todo o sangue do corpo fluísse ao contrário.
Mas, no segundo seguinte, Gaspar lançou outro golpe pesado,
— O filho da Débora não é um bastardo.
Genebra paralisou, o corpo oscilando, precisando apoiar-se na parede para ficar de pé.
Se o filho dela não era bastardo, então ele iria se casar com ela?
Se a mãe é legítima, o filho naturalmente não é bastardo.
Genebra fechou os olhos com força, um zumbido ecoando em seus ouvidos.
Ela parecia ouvir Gaspar dizer algo sobre os vestidos e que ela não deveria brigar com Débora por coisas pequenas.
Mas Genebra não conseguia assimilar nada.
Essas coisas ainda importavam?
Eram apenas provas do amor de Gaspar por Débora, e ela não queria ouvir.
— Saia daqui. — Genebra disse essa frase calmamente.

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