Quando Genebra acordou, já estava deitada em sua cama no quarto. Ela olhava fixamente para o teto, e a pessoa ao lado percebeu seu despertar e levantou-se rapidamente.
— Genebra, você está bem? — Genebra olhou lentamente para a pessoa. Ao ver o rosto de Noriel, um desapontamento fugaz passou por seus olhos.
Noriel hesitou, mas não disse nada.
— Estou bem. Noriel, por que você voltou? — Genebra lutou para se levantar. Noriel tentou ajudá-la, mas ela se esquivou.
A mão de Noriel ficou suspensa no ar, e ele a recolheu desapontado,
— Eu queria voltar para te trazer algo para comer e acabei encontrando Gaspar saindo irritado. Com medo de que algo tivesse acontecido, subi para ver. Foi a Luana quem me deu a senha.
Genebra olhou para ele, mas não disse nada.
As palavras de Gaspar ainda ecoavam em seus ouvidos.
Gaspar ocupava uma posição elevada há muito tempo, era arrogante demais para se dar ao trabalho de mentir. Então, o assunto sobre Noriel provavelmente era verdade.
Em sua memória, Noriel parecia ter vivido sempre com a mãe; ela nunca tinha visto o pai de Noriel.
Mas ela também nunca havia perguntado.
Cada família tem seus problemas, e ela não queria reabrir as feridas dos outros.
Genebra fingiu que não sabia.
— Noriel, é muito tarde, vá para casa. Eu estou bem, foi só hipoglicemia.
Genebra tentou dispensá-lo, mas Noriel recusava-se a ir,
— Você já desmaiou várias vezes. Já foi ao hospital fazer um exame?
Genebra baixou os olhos.
Ela só havia contado sobre sua doença para Luana.
Se o tratamento futuro exigisse a assinatura de um familiar, ela precisaria de alguém de confiança.
Depois de se divorciar de Gaspar, essa pessoa só poderia ser Luana.
Genebra ergueu os olhos, um sorriso leve surgindo nos lábios,

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