Débora soltou um "oba" animado, desligou o telefone e olhou para o dono,
— Eu fico com os vestidos.
Em seguida, olhou para Genebra,
— O dobro é suficiente? Quer que eu pague o triplo? De qualquer forma, Gaspar vai concordar.
Na memória dela, Genebra era fácil de irritar. Ela ligou para Gaspar na frente de Genebra de propósito.
Pela lógica, Genebra deveria enlouquecer, talvez até tentar bater nela como nas últimas vezes.
Mas desta vez, na loja, ela não se machucaria, e faria questão de que Gaspar soubesse do ocorrido.
Assim, confirmaria o fato de que Genebra era uma desequilibrada.
Genebra manteve os olhos baixos e, de repente, riu friamente,
— Então, o triplo.
O sorriso de Débora congelou.
Genebra não só não ficou brava, como pediu o triplo.
— O... o que quer dizer? — Débora ficou furiosa. — Não estava tudo acertado? Você está aumentando o preço na hora, não tem moral?
— Eu não tenho moral, se não quiser comprar, esqueça. — Genebra virou-se para o dono. — Já que ela não quer, não vendo mais.
O dono ficou ansioso; aqueles vestidos eram peças únicas, ele queria fechar o negócio.
— Srta. Amorim, não se precipite, vou contatar outro cliente para a senhora.
Uma frase que colocou Débora contra a parede: se ela não quisesse, era porque não podia pagar.
Vendo que os dois iam embora, Débora avançou,
— Eu disse que não queria? Não acabei de falar? O que eu quiser, Gaspar compra para mim.
Genebra olhou para ela com indiferença,
— Então passe o cartão.
Ela só queria ver o dinheiro.

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