No segundo seguinte, um abraço largo a envolveu.
Ele não apertou, apenas a segurou levemente.
Era puro encorajamento e consolo.
— Genebra, você não está sozinha, você tem a mim. Quero dizer, você tem a mim e à Luana. Nós somos seu refúgio, não carregue tudo sozinha.
Genebra demorou um instante para reagir e rapidamente se desvencilhou do abraço.
Ela forçou um sorriso para ele e, quando ia dizer algo, vislumbrou uma figura pelo canto do olho.
Dois olhares cortantes como facas arranharam seu rosto.
Genebra estremeceu.
Por que Gaspar estava ali?
Mas ela não olhou muito, desviou o olhar indiferente e voltou-se para Noriel.
— Obrigada, Noriel. Tenho coisas a fazer, vou indo.
Noriel assentiu, mas ao notar algo pelo canto do olho, segurou o pulso de Genebra.
— Deixe eu te levar. Não fico tranquilo vendo você nesse estado. De qualquer forma, preciso ir ao estúdio da Luana. Peguei um projeto superior e estou procurando parceiros.
Genebra já tinha ouvido falar desse projeto.
Pensou um pouco e não recusou; também esperava que Noriel pudesse ajudar Luana profissionalmente.
Quando os dois iam saindo, um atrás do outro.
O ombro de Genebra foi puxado com força, e ela colidiu contra um peito duro como pedra.
Ao virar a cabeça, deparou-se com o rosto frio de Gaspar.
— Vocês dois acham que eu morri? — Gaspar riu friamente, medindo os dois com o olhar.
— Que tipo de joguinho sujo vocês dois estão jogando?
Na época da escola, Gaspar já era extremamente arrogante.
Muitas garotas corriam atrás dele, mas ele tinha uma língua venenosa e fez várias chorarem.
Com o tempo, as pessoas se afastaram.
Mas Genebra não tinha medo.
Ela gostava de Gaspar, era um amor intenso.

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