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Nem Morta Serei Sua romance Capítulo 66

Gaspar também se assustou com o acidente repentino.

Ao ver a escultura no chão, quase reduzida a pó, não ousou imaginar o resultado se tivesse acertado sua cabeça.

Seu rosto estava assustadoramente sombrio.

— Você está tão cheia de vida, parece que não aconteceu nada.

— A Débora disse agora há pouco que você também caiu na água e me pediu para ver como você estava. Vejo que está ótima.

Genebra achou graça.

— Ela me empurrou na água e ainda banca a boazinha? Ela deve estar com medo que você verifique as câmeras de segurança.

Gaspar parou.

— O que você disse? Ela te empurrou na água?

Genebra não achou que ele acreditaria; virou-se para sair, mas teve o pulso agarrado e as costas chocaram-se contra um peito largo.

— Me solta! — Genebra achou aquilo o cúmulo da falta de vergonha.

— Você se importa tanto com a Débora, vá cuidar dela, mimá-la. O que veio fazer aqui fingindo ser bom marido?

Gaspar apertou os lábios em uma linha reta e levantou a mão para tocar a testa dela.

Genebra nem tinha percebido, mas batera a testa e agora havia um hematoma.

Quando as pontas dos dedos frios do homem tocaram sua testa, sentiu uma leve dor e virou o rosto instintivamente.

— Não a provoque. — A voz de Gaspar era grave, sem a agressividade de costume.

— Mais seis meses e tudo ficará bem.

Ficar bem?

Genebra achou ridículo.

Como poderia ficar bem?

Esperar a criança nascer para ela ser feita de palhaça?

— Gaspar, é melhor você esconder sua preciosidade. Não deixe ela aparecer na minha frente, ou da próxima vez eu chuto a barriga dela... Ai!

O homem apertou as bochechas de Genebra com uma mão, impedindo-a de falar.

Gaspar estava visivelmente irritado.

— Você não toque no filho dela, entendeu?

Genebra já estava acostumada, mas ouvir essa preferência sem limites ainda doía muito no coração.

Ela empurrou Gaspar com força e apontou para a porta, rosnando.

— Saia!

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