Genebra achou ridículo.
Se ele realmente se preocupasse com a saúde dela, por que fez o que fez na noite passada?
Claro que ela sabia que aquele remédio fazia mal.
Logo que se casaram, Amália começou a pressioná-la para engravidar, lembrando-a de não tomar aquele tipo de medicamento, pois afetaria a fertilidade.
Na época, ela ingenuamente pensou que Amália se importava com ela.
Agora via que era tudo fingimento.
Talvez porque ela só tivesse Gaspar como filho, e apenas ele pudesse lhe dar um neto.
Para consolidar sua posição, Amália precisava de um herdeiro saudável.
Mas, pelas coisas que Amália fez, estava claro que ela nunca quis que Genebra tivesse filhos desde o início.
Então, por que a fez tomar tantos remédios naturais?
Um pensamento passou rapidamente por sua mente, mas Genebra não conseguiu capturá-lo.
— Não preciso que você cuide do meu corpo. — Genebra rejeitou friamente o questionamento de Gaspar.
Olhou para a janela, deixando para Gaspar apenas a visão de sua nuca.
O homem não insistiu, apenas bufou friamente e não disse mais nada.
Gaspar levou Genebra a um restaurante.
Quando o carro parou na porta, o coração de Genebra afundou.
Ela já estivera naquela loja uma vez.
Apenas uma vez, e quase fora parar na delegacia.
Naquele ano, era o terceiro aniversário de casamento dela e de Gaspar.
Ela reservou uma mesa ali, querendo celebrar com ele.
Mas, na hora marcada, Gaspar não apareceu.
Depois de muito esperar, Genebra olhou para a mesa cheia de comida sem nenhum apetite, restando-lhe apenas pagar e ir embora.
Porém, quando foi pagar a conta, descobriu que seu cartão havia sido bloqueado.
Não passava um centavo.
Quem imaginaria que a nora da todo-poderosa família Teixeira de Solavento não poderia pagar uma conta de alguns milhares de reais?

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