— Cuide disso, já que as coisas chegaram a esse ponto, precisam ser bem resolvidas. Enfim, além de Genebra, não reconhecerei nenhuma outra mulher com sua esposa.
Cláudia terminou de falar e acenou com a mão.
— Estou cansada, vou descansar.
Gaspar levantou-se e saiu da capela.
Ele estava preocupado e não notou Genebra parada em um canto.
Genebra ficou estática no lugar.
As palavras de Gaspar ecoavam em seus ouvidos.
— Genebra nunca vai me deixar.
— Ela fez algo errado, mandei ela para fora para clarear as ideias.
Genebra teve um momento de vertigem.
De repente, sentiu uma sensação de sufocamento.
Gaspar achava que ela nunca iria embora.
Na visão dele, Genebra estava garantida.
...
Genebra saiu da mansão da família Teixeira.
Não viu o carro de Gaspar.
Ele foi embora sem esperá-la.
Mas Genebra não ficou muito surpresa.
Quando estava prestes a sair, Jaime se aproximou de repente.
— Senhora, o chefe pediu para eu levá-la para casa.
Genebra parou.
— Eu não vou voltar para o Mirante do Vale.
Jaime não se surpreendeu com a resposta.
— O chefe disse que devo levá-la para onde a senhora quiser.
Genebra hesitou, mas entrou no carro sem dizer nada.
O carro parou na beira de uma estrada.
Genebra pediu para parar e desceu.
Jaime a chamou.
— Senhora, na verdade, o chefe se preocupa muito com a senhora.
Caso contrário, não teria mandado analisar o remédio que ela tomava antes.
Mas Genebra achou que ele estava apenas falando bem de Gaspar.
Sorriu levemente e não disse nada.
Ela marcou com um corretor para ver apartamentos.
Embora tivesse morado no Mirante do Vale esses anos todos, parecendo viver no luxo, ela não se sentia à vontade.
Nada naquela casa era dela.

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