Ele sempre exigia que a sala estivesse impecável, sem nenhuma bagunça.
Gaspar afrouxou a gravata, irritado.
— Veio fazer o quê?
O sorriso de Débora vacilou.
Ultimamente, a atitude de Gaspar com ela tinha mudado drasticamente.
Especialmente depois que Amália foi para o exterior.
Antes havia Amália para controlá-lo, agora ninguém o segurava.
Débora sentia-se insegura.
Além disso, pelo que Genebra deu a entender antes, parecia que os dois ainda tinham algum envolvimento.
Isso a deixava sem chão.
— Trouxe um lanche para você. — Débora colocou a garrafa térmica na mesa, obediente.
Gaspar olhou de soslaio.
Seu olhar parou por um instante.
Antigamente, quando ele fazia hora extra e não voltava para casa por dias, Genebra costumava usar a desculpa de trazer comida para vê-lo.
Às vezes ele não tinha tempo para ela.
Genebra sentava-se quietinha ao lado, esperando.
Nunca ficava chateada.
Não como agora, que nem atendia o telefone.
Débora não sabia o que ele pensava.
— Prove.
Jaime retirou-se discretamente, deixando o espaço para os dois.
Gaspar voltou a si.
Franziu a testa ligeiramente.
— Não gosto dessas coisas.
O sorriso de Débora congelou no rosto.
Baixou os olhos e viu que ele mexia no celular.
Quando viu que ele estava mandando mensagem para Genebra, um brilho de maldade passou por seus olhos.
A mão de Débora ficou parada.
Mas ela logo ajustou a expressão.
— Gaspar, vi a reportagem sobre a Genebra. É verdade? — Débora mencionou de repente.
O dedo de Gaspar parou.
Ele levantou as pálpebras lentamente para olhá-la.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nem Morta Serei Sua