Meia-noite.
Joaquim realmente começou a ter febre.
Breno olhou para o termômetro, que mostrava 39.3 graus, com uma expressão preocupada:
— Presidente Joaquim, vamos voltar para a Cidade R. Seu corpo não aguenta isso. Mais cedo ou mais tarde, vai ter problemas.
O rosto de Joaquim estava avermelhado pela febre:
— Qual é a pressa? Aqui não é um hospital? Pegue um antibiótico e um antitérmico.
Breno ficou sem palavras, queria dizer algo, mas foi silenciado pelo olhar frio de Joaquim. Resignado, foi procurar o médico.
O médico veio com uma enfermeira, sua expressão ficou séria ao examinar Joaquim:
— A febre está muito alta. Tome um antitérmico e vamos administrar um soro intravenoso.
Joaquim franziu os lábios, claramente descontente:
— Prescreva os remédios.
O médico tentou persuadir:
— Um soro vai melhorar mais rápido, os remédios não são tão eficazes.
Joaquim ficou em silêncio, mas sua atitude era resoluta.
— Como você pode ser tão teimoso? — O médico ficou irritado. — Está com 39.2 graus de febre, se continuar assim, seu cérebro vai fritar. Estamos aqui para tratar você. Qual é o problema de tomar um soro? Está com medo de agulhas?
Joaquim ficou tenso, olhando para o médico de forma ameaçadora:
— Fale baixo. Prescreva os remédios.
O médico, intimidado pelo olhar de Joaquim, não soube o que dizer:
— Quem é o médico aqui? Nunca vi um paciente tão agressivo.
Murmurando, acabou prescrevendo os remédios.
A receita foi tirada da mão dele.
Todos olharam para cima, era Melissa.
Ela não conseguia dormir e o barulho na porta a acordou.
Sabendo que Joaquim tinha pavor de agulhas, ela decidiu se levantar.
Afinal, ele estava machucado por causa dela. Se algo acontecesse, ela não poderia encarar Dona Helena.
Melissa pegou a receita e olhou para Joaquim:
— Tome o soro.
Joaquim hesitou.
Melissa ignorou e disse ao médico:
— Prescreva o soro.
O médico olhou para Joaquim.
Ele estava calado, mas não recusou.
O médico suspirou aliviado e rapidamente refez a prescrição, aconselhando:
Claramente, ele não ia tomar o soro se não fosse do jeito dele.
"Você é uma criança?"
Melissa estava com dor de cabeça.
"Por que ele sempre faz birra com injeções?"
Desde que ele acordou do acidente de carro, cada injeção era uma luta. E agora, de novo.
Melissa só pôde olhar para a enfermeira:
— Vamos arrumar um espaço, é possível adicionar uma cama no quarto.
O que a enfermeira poderia fazer? Concordou com os olhos revirados e foi arranjar uma cama para Joaquim.
Melissa olhou para Joaquim, irritada:
— Satisfeito? É só uma injeção, por que tem que complicar tanto?
Ela admitia que injeções são assustadoras, mas não a ponto de tanta resistência.
Ele não era uma criança.
Os olhos de Joaquim brilharam com um traço de emoção, mas ele permaneceu indiferente:
— Perfurar a pele e inserir uma agulha na veia é uma prática anti-humana. É natural o corpo rejeitar.
Melissa ficou sem palavras.
Medo é medo, não adianta usar palavras rebuscadas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: No dia do divórcio, o ex-marido CEO vomitou por causa da gravidez
Livro pelo menos tem um final do casal principal, mas dos outros não tem nada… no final foi triste ter tantos capítulos para não fechar o final de tantos personagens....