Lúcia já havia sido convencida por Mateus.
— Mas como vou reunir provas?
As pessoas que ela conhecia eram apenas algumas damas da sociedade e o pessoal de Flor do Vale, que definitivamente não poderiam ajudar ela a encontrar provas.
Mateus sorriu levemente:
— Esse tipo de coisa naturalmente deve ser tratada por profissionais. Se você confiar em mim, eu arranjo alguém para investigar. Só vai precisar de um pouco de dinheiro.
— Dinheiro não é problema. — Lúcia assentiu com a cabeça, se levantou, abriu um armário ao lado e tirou dois maços de dinheiro.
Cada maço continha dez mil reais.
Ela tinha muitos na gaveta.
Mateus deu uma olhada rápida e desviou o olhar, enfiando o dinheiro na bolsa.
Lúcia segurou a mão dele, com os olhos fixos:
— Mateus, agora a única pessoa em quem posso confiar é você. Você vai me ajudar, não vai?
Mateus deu um tapinha no peito:
— Claro que sim! Não se preocupe, vou cuidar de tudo. — Lúcia ouviu a promessa dele e, embora ainda com algumas dúvidas, soltou a mão e caiu exausta na cama. — Agora você deve descansar.
Mateus fechou a porta do quarto de Lúcia, deu uma sacudida no bolso para sentir o dinheiro e sorriu satisfeito.
Ele estava sem dinheiro, mas sua irmã tinha de sobra.
Davi o enganou e levou todo o seu dinheiro, então ele teria que usar o dinheiro da irmã.
Descendo as escadas assobiando, Mateus parou por um momento ao olhar para a porta do quarto da empregada.
Finalmente, ele decidiu bater na porta.
Felícia, ao ouvir a batida, se levantou rapidamente, e ao ver Mateus na porta, ficou surpresa:
— Tio Mateus.
Mateus coçou o nariz, um pouco desconfortável:
— Aquele chute realmente não foi intencional. Aqui está um dinheiro para você comprar algo bom para comer. — Então, ele tirou cerca de vinte notas e colocou nos braços de Felícia antes de sair assobiando.
Felícia olhou para o dinheiro em seus braços, com uma expressão confusa, e depois de um longo tempo, fechou a porta e voltou para a cama.
Melissa não tomou café da manhã, e ao meio-dia foi forçada a comer um pouco com Davi. Agora, já estava faminta, sem qualquer vontade de recusar.
Os dois foram direto para o restaurante Nuvens D'Água.
Quando os pratos chegaram, Melissa começou a comer sem cerimônia.
Ela estava realmente com fome.
Enquanto comia, percebeu que Joaquim, do outro lado da mesa, estava usando a mão direita para segurar os talheres, com uma habilidade impressionante. Se não fosse pelo curativo, ninguém diria que ele estava ferido.
O médico havia avisado que ele não deveria usar a mão.
"Ele sempre faz isso? Não é de se admirar que a mão dele não está melhorando."
— Ei. — Melissa não pôde evitar chamar ele.
Mas, depois de chamar ele, ficou em dúvida.
"Se ele não pode usar a mão, como vai comer?"
Não poderia ser ela a alimentar ele, certo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: No dia do divórcio, o ex-marido CEO vomitou por causa da gravidez
Livro pelo menos tem um final do casal principal, mas dos outros não tem nada… no final foi triste ter tantos capítulos para não fechar o final de tantos personagens....