Após terminar a sessão de quimioterapia, Lúcia finalmente pegou seu celular, tremendo, e ligou para Davi.
— Eu preciso te ver.
Davi estava analisando o plano para o segundo semestre do Grupo Frota, e os números listados faziam seu rosto ficar cada vez mais fechado.
Ao ouvir a voz rouca de Lúcia, ele se sentiu subitamente desorientado e demorou um instante para reagir. Respondeu de forma indiferente:
— Tá bom. — Ele desligou o telefone e chamou Vanessa para entrar. Apontou para o plano sobre a mesa e disse. — Como é que eles têm coragem de colocar isso aqui na minha mesa? Leve de volta e mande refazer.
O rosto de Vanessa permaneceu impassível, ela apenas assentiu e pegou o plano.
Ao ver Davi colocando o casaco, ela não pôde evitar uma hesitação.
— Você vai sair?
Davi olhou para ela e respondeu:
— Lúcia quer me ver.
O olhar de Vanessa congelou por um instante, mas logo ela disse:
— Quer que eu compre umas frutas para você? Ela é uma paciente, talvez queira comer algo.
Ela não sentia pena de Lúcia.
Lúcia estava naquela situação por culpa própria. Não conseguiu ajudar Davi em sua carreira, e os filhos que criou também não valiam nada.
Como mulher, ela era um fracasso completo.
Apesar disso, Vanessa não queria parecer cruel e continuou agindo de forma atenciosa.
Davi hesitou por um momento, depois assentiu:
— Tudo bem. Compre umas uvas. Ela adora.
Os olhos de Vanessa brilharam ligeiramente, mas ela não deu muita importância a isso.
Foi até o supermercado no andar de baixo e preparou uma cesta de frutas.
Quando entregou a cesta para Davi, Vanessa perguntou:
— Você volta hoje?
Davi entendeu o que ela queria dizer e, ao ouvir a pergunta, balançou a cabeça.


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