Plínio, ao ver sua reação tão agitada, rapidamente o segurou.
— Você está louco? Por que falar tão alto? Deixa eu te avisar, essa história não pode ser espalhada. Quem disser algo, vai arranjar um baita problema, e isso não vai ser culpa minha.
Todos assentiram, embora suas expressões não demonstrassem muito, e acreditaram quase completamente no que ele disse.
Em uma empresa, disputas internas eram algo absolutamente normal.
Especialmente em uma empresa familiar como a família Amorim.
Brigas dentro da família eram ainda mais corriqueiras.
Antes, Joaquim não usou o caso do Grupo Camargo para expulsar Alexandre da empresa?
Parecia que Joaquim estava realmente pressionando a família de Alexandre.
Uma pena para o Presidente Sandro, esse sim, era alguém que fazia as coisas acontecerem.
Todos estavam desanimados, sem força para trabalhar, mas só se animavam ao comentar o assunto com os outros.
Plínio havia advertido a todos para não espalharem a conversa.
Contudo, quanto mais se pede para não falar, mais rápido a notícia se espalha.
Apenas duas horas após o fim da reunião, o boato de que Joaquim estava abafando Sandro e impedindo o projeto do robô-mordomo de ser lançado já circulava por toda a empresa.
Na superfície, ninguém ousava falar sobre isso, mas nos bastidores, o assunto estava em alta.
Quando Breno voltou para organizar os bônus, passou pela mesa de Yasmin.
Ela, assustada, rapidamente virou o celular de cabeça para baixo na mesa.
Breno já tinha passado, mas voltou e perguntou:
— O que está vendo?
— Nada... Nada demais.
Yasmin estava tão nervosa que cobria ainda mais o celular, com medo de Breno pegar ele.
E o que ela temia aconteceu.
Breno estendeu a mão.
— Me dá o celular.
Yasmin quase chorou.
— Assistente Breno, o celular é um item pessoal meu.
— Eu sei.
Ele sabia o quê? Sua mão não se moveu.
Yasmin ficou em um impasse com ele por dez segundos, e finalmente cedeu, entregando o celular para Breno com lágrimas nos olhos.
"Ficar olhando fofocas sobre os chefes durante o expediente, e ainda ser pega por um deles, que situação!"
Era o fim.
Ela não veria mais as fofocas da empresa.
Breno não se importou com seus sentimentos e bateu à porta do escritório de Joaquim.
As pilhas de papéis na mesa de Joaquim estavam altíssimas.
Diziam que eram documentos urgentes para serem aprovados.
Joaquim estava revisando rapidamente.
Breno disse:
— Presidente Joaquim, os bônus já foram organizados. Serão distribuídos ainda hoje.
Joaquim acenou com a cabeça sem levantar os olhos.
Breno pensou um pouco e disse:
— Há algo que preciso lhe informar.
— Pode falar. — Joaquim rapidamente assinou um documento enquanto pegava outro e dizia.
Breno continuou:
— Hoje circulou um boato dizendo que você está com medo de que o Presidente Sandro tenha sucesso, por isso está impedindo o lançamento do projeto do robô-mordomo. Agora, esse boato já deve ter se espalhado por toda a empresa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: No dia do divórcio, o ex-marido CEO vomitou por causa da gravidez
Livro pelo menos tem um final do casal principal, mas dos outros não tem nada… no final foi triste ter tantos capítulos para não fechar o final de tantos personagens....