O desenvolvimento dos acontecimentos estava dentro das expectativas de Sandro.
Nos últimos dias, ele passou quase todo o tempo com a equipe de pesquisa, compartilhando refeições e criando uma relação mais próxima com todos. Todos perceberam seu esforço e reconheceram seu mérito e competência.
Joaquim havia decidido rejeitar o lançamento do produto por causa de um pequeno problema identificado. Isso não apenas desmotivou a equipe, mas também os uniu ainda mais a Sandro, os colocando todos no mesmo lado.
Com a ajuda de Plínio, que estava alimentando o fogo da situação, seria impossível evitar que as coisas ganhassem proporções maiores.
A partir de agora, a reputação de Joaquim na empresa começaria a mudar.
Se isso acontecesse com frequência, seria difícil para Joaquim manter o controle da empresa no futuro.
A voz do Sr. Raimundo veio do celular de Sandro:
— O melhor plano, originalmente, seria lançar o produto, o que aumentaria sua popularidade. O que estamos fazendo hoje é uma medida de emergência. Aproveitando esse impulso, podemos manipular a queda das ações, e os acionistas certamente terão algo a dizer. Quando isso acontecer, sob pressão, Joaquim terá que ceder.
Dessa forma, poderiam tomar a dianteira no projeto do assistente robótico.
Com esse feito em mãos, Sandro teria forças para desafiar Joaquim de igual para igual. Além disso, com o apoio da família Walker, não seria impossível derrubar Joaquim.
Enquanto Sandro discutia com o Sr. Raimundo, ouviu de repente gritos e exclamações vindos do lado de fora do escritório, o que fez com que ele franzisse a testa.
"O que está acontecendo?"
Ele abriu a porta e, já com a expressão furiosa e desanimada, gritou:
— O que é isso, pessoal? O que estão fazendo durante o horário de trabalho?
Quirino estava parado perto de seu escritório, olhando para o celular com um semblante de incredulidade, como se não acreditasse no que estava vendo.
Sandro apertou os olhos e perguntou:
— O que aconteceu?
Quirino abriu a boca, mas antes que pudesse falar, Lúcio, animado, exclamou:
— Presidente Sandro, liberaram o bônus!
— O quê? — Sandro ficou paralisado.
"Que bônus?"
Com um olhar confuso, Quirino mostrou a tela do celular para Sandro.
Até Lúcio, um programador comum, recebeu um bônus de vinte mil, o que dava uma boa ideia de quão generoso Joaquim foi daquela vez.
Com esse bônus liberado, quem se lembraria das dificuldades de Sandro?
Além disso, não havia muito o que reclamar. O e-mail explicava claramente os motivos do adiamento do lançamento.
A fase de testes com pessoas era um procedimento padrão do Grupo Amorim, então as palavras de Joaquim estavam corretas.
O e-mail também mencionava que mais fundos seriam liberados para o projeto, garantindo a continuidade da pesquisa.
Claro, o mais importante era o bônus que já estava sendo depositado nas contas de todos.
Era uma quantia considerável!
Vendo a alegria nos olhos de todos, Sandro não conseguiu controlar sua raiva. Com um gesto furioso, ele jogou o celular no chão, entrou de volta no escritório e bateu a porta com força.
Quirino parou por um momento.
Lúcio pensou: "Esse era o meu celular!"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: No dia do divórcio, o ex-marido CEO vomitou por causa da gravidez
Livro pelo menos tem um final do casal principal, mas dos outros não tem nada… no final foi triste ter tantos capítulos para não fechar o final de tantos personagens....