O galpão onde ficaram por vários dias finalmente deu lugar a uma cama.
Embora a cama estivesse muito distante das que Lorena usava em seus tempos de luxo e conforto, ela adormeceu assim que encostou a cabeça no travesseiro.
Por causa da manipulação de Melissa, Lorena havia adoecido.
Mesmo estando ainda no período de incubação, os efeitos e as ameaças da doença já eram sentidos. Seu corpo não tinha mais a saúde e a vitalidade de antes, restando apenas o cansaço.
Antônio, no entanto, não dormia. Ele estava deitado no sofá ao lado, com os olhos avermelhados fixos no teto, enquanto pensamentos turbulentos fervilhavam em sua mente.
Eles estavam no Sudeste Asiático havia algum tempo e, no mais tardar naquela noite, ele receberia a resposta de antigos amigos.
Era hora de acertar as contas com Sandro.
Antônio fechou os olhos lentamente.
...
No Grupo Amorim.
Breno entrou carregando alguns documentos e os colocou na frente de Joaquim.
— Temos notícias do Sudeste Asiático. — Informou Breno. — Alguém viu um homem e uma mulher jovens sendo levados para uma fábrica ali perto. Essa fábrica pertence à família Frota. Embora não tenhamos confirmação, acredito que Antônio e Lorena estejam escondidos lá. Durante a investigação, descobri que Pedro também está na fábrica. Quer que informe à Sra. Amorim?
Joaquim balançou a cabeça:
— É só um assunto pequeno. Não precisamos incomodar ela.
Breno assentiu.
Joaquim perguntou:
— E o Sandro?
— Depois de ter armado contra Antônio, Sandro ainda está à procura do paradeiro dele. Nós, no entanto, localizamos o motorista que levou os dois para a fábrica. Talvez o motorista tenha percebido algo estranho e esteja escondido. Os homens de Sandro chegaram tarde demais e ainda não têm informações.
Joaquim ponderou por um momento e disse:
— Envie as informações para Sandro.

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