— Sra. Amorim, a senhora acordou.
Raquel foi a primeira a perceber que Melissa havia aberto os olhos e rapidamente se aproximou.
Melissa ainda se sentia exausta, sem forças para se levantar, e perguntou, deitada:
— O que aconteceu?
Raquel suspirou e, lançando um olhar para a criança que dormia ao lado de Melissa, respondeu em voz baixa:
— É a Sra. Nina.
Como Melissa precisava descansar, normalmente havia apenas uma pessoa na sala. O bebê também ficava ao lado de Melissa sempre que possível. Todos agiam com o máximo de cuidado, tentando não fazer barulho, para não incomodar nem Melissa nem a criança.
Mas, por algum motivo, Nina parecia não se importar. Subiu e começou a insistir em ver o bebê.
Ivone saiu para tentar explicar:
— Melissa e o bebê ainda estão dormindo, não é bom perturbar eles. Volte mais tarde.
Talvez por ainda estar irritada com a postura firme de Bernardo na sala de parto, Nina insistiu em ver a criança.
Ela chegou a acusar a família Aragão de tentar tomar posse do bebê da família Amorim, dizendo que estavam impedindo ela de propósito.
Até insinuou que a família Aragão estava interessada nas propriedades da família Amorim.
Disse coisas realmente ofensivas.
Melissa ficou sem palavras.
Ela achava que a Nina que via parecia irracional, até um pouco histérica.
Ainda assim, na situação atual, Nina também era a avó do bebê. Melissa decidiu não se incomodar tanto com isso.
— Deixe ela entrar para ver o bebê.
Sem as dores extenuantes do parto, Melissa ainda conseguia ser relativamente paciente.
Raquel suspirou levemente e foi até a porta para deixar Nina entrar no quarto.
Ivone franziu o cenho, mas não impediu.
Nina soltou um suspiro frio, ergueu o queixo e entrou no quarto.
Assim que entrou, seus olhos se fixaram imediatamente no pequeno bebê ao lado de Melissa, sem conseguir desviar o olhar.
Era o neto dela, seu sangue, a continuação de sua linhagem, sua única esperança no futuro.
Nina segurou o bebê firmemente e se recusou a soltar ele.
Ao observar a carinha da criança, ela pensou que era idêntica à de Joaquim quando nasceu.
Mesmo tão pequeno e ainda sem a aparência completamente formada, já dava para ver que, quando crescesse, teria os mesmos olhos brilhantes e encantadores.
Raquel imediatamente olhou para ela com preocupação e perguntou:
— Está sentindo dor no corte?
Aquela incisão longa certamente devia doer muito.
Melissa balançou levemente a cabeça.
A enfermeira havia colocado um analgésico em sua veia, então a dor não era tão forte quanto ela imaginava. Estava dentro de um limite suportável.
Raquel assentiu, mas ainda assim pressionou o botão do analgésico duas vezes para aumentar a dose de medicação.
— O médico recomendou que você se mova mais. Se deite alternadamente dos dois lados, isso ajudará na recuperação do corte.
Melissa concordou com a cabeça e, com a ajuda de Raquel, tentou se virar de lado.
Ao menor movimento, uma dor intensa atravessou seu abdômen.
"O que é suportável?"
Tudo isso era pura ilusão!
Melissa não conseguiu evitar um suspiro de dor e tentou recuperar o fôlego.
Nesse momento, o bebê nos braços de Nina começou a chorar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: No dia do divórcio, o ex-marido CEO vomitou por causa da gravidez
Livro pelo menos tem um final do casal principal, mas dos outros não tem nada… no final foi triste ter tantos capítulos para não fechar o final de tantos personagens....