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No Dia do Luto — Traição romance Capítulo 257

Lúcia ia chamar a enfermeira, mas Antônio a interrompeu:

— Fique comigo um pouco. Não faça barulho.

— …

Antônio sempre conseguia destruir o clima no exato momento em que Lúcia começava a sentir um pingo de compaixão.

Considerando que ele mal se mantinha de pé, Lúcia não retrucou.

Antônio observou aquele raro ar obediente e pareceu satisfeito. Olhou para a garrafa térmica ao lado e disse baixo:

— Eu quero água.

— Está bem. — Lúcia assentiu e serviu um copo na hora. Ela ainda testou a temperatura antes de entregar.

Antônio tentou erguer a mão para pegar o copo, e Lúcia percebeu que ele não conseguia.

— Eu… eu te dou.

Depois de dizer isso, ela mesma se sentiu um pouco sem jeito.

Mas Antônio aceitou com naturalidade.

— Está bem.

Lúcia levou o copo com cuidado até os lábios dele. Antônio tomou pequenos goles, devagar. Era só água, mas os olhos dele não se desviaram de Lúcia nem por um segundo.

Ela o atendia com concentração, a testa levemente franzida.

Naquele momento, ela não tinha nenhum adorno, estava simples e abatida — e ainda assim, era bonita a ponto de mexer com qualquer um.

Pela primeira vez, Antônio sentiu o coração acelerar e o ar faltar.

E, ao mesmo tempo, o ferimento no peito puxava, doendo em ondas baixas.

— Quer mais?

O copo esvaziou rápido, e Lúcia perguntou de novo.

Antônio negou com a cabeça.

— Quer comer alguma coisa?

Enquanto perguntava, Lúcia foi ver o que havia ali que pudesse servir para ele ao menos forrar o estômago.

Ela também estava com fome; e Antônio, ferido, precisava ainda mais de energia.

Capítulo 257 1

Capítulo 257 2

Capítulo 257 3

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