NO MORRO DA ROCINHA 33

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Kaio narrando

Eu estava saindo do banho e colocando a minha farda, quando meu telefone toca.

- Invasão na área onde Perigo está – Mauro fala.

- Filhos da puta – eu falo correndo e terminando de me vestir.

Pego as minhas armas e entro dentro da viatura da policia parada no lado de fora e saio correndo para lá.

Eu tento acessar as câmeras de Malu mas está desligada e dando erro o tempo todo

- Não não – eu falo.

Eu tento acessar as escutas mas também nenhuma funciona, todas desligada. Eu tento ligar para o nosso informante e ele não atende.

- O merda está na operação também – ele fala.

- Traidor desgraçado – eu falo dando um chute na roda do carro quando descemos.

Eu começo arrumar todos os homens para essa operação, eu queria prender todos eles.

- Eles descobriram o nosso plano – Mauro fala.

- Eu disse que a gente não poderia confiar em um deles – eu falo. – Eu preciso tirar Malu de lá.

Eu tento ligar para o celular que eu entreguei a Malu mas está desligado.

Não conseguimos arrumar nossa equipe a tempo porque foi tudo repentino e eles entraram dentro da penitenciaria na área onde Perigo estava, atirando em todo mundo, soltando bomba e tornando tudo um caos.

Entramos dentro da penitenciaria mas o caos que eles fizeram, fizeram causar uma rebelião lá dentro, fazendo com que os presos seja solto e a gente tenha que recuar.

- Filhos da puta – eu falo.

- Só existe uma única rota de fuga – eles falam.

- Eu vou – eu falo entrando dentro.

- Você tá louco, vão te matar – Eu falo.

Rd narrando

- Liberdade cantou filho da puta – eu falo abrindo a porta e Perigo todo machucado me encara, eu entrego a arma para ele.

- Demorou primo – ele fala me encarnado.

- Vamos – eu falo – está tudo liberado.

A gente sai atirando em todos, a gente tinha montado um plano e colocamos ele em ação, depois que Fernanda desconfiou que poderia ter uma escuta em algum lugar mas ela não encontrou nada, a gente adiantou o plano para pegar eles todos de surpresa.

Causamos um reboliço dentro da penitenciaria dificultando que a policia chegasse até nós, a gente estava com vários homens armados e botaria fogo em todos.

- Vocês não vão fugir filhos da puta – Kaio fala atirando contra nós e a gente se abaixa e atira contra ele de volta.

- Vamos – Fernanda fala – eu cuido dele.

- Não – eu falo – eu vou matar ele.

- Eu também só vou embora depois dele morrer. – Perigo fala.

- Vamos, vocês querem ser presos – Fernanda fala.

Ele atira contra nós e nós atiramos de volta.

Malu narrando

Eu batia na porta desesperada com a intenção que o informante viesse abrir a porcaria da porta, mas nada.

Eu tento chamar ele pela escuta no coração e corro epgar o celular ligando ele e vejo que tinha chamadas dele não atendida.

- Kaio – eu falo quando ele me atende – eles estão tirando Perigo.

- Eu estou aqui – escuto barulho de tiro – foge , foge .

- Eu não consigo eles me trancaram tem homens armados no lado de fora – eu falo.

- Eles estão sabendo de toda a verdade – ele fala – eu não vou deixar você aí Malu, eu vou te tirar daí.

- Eu estou grávida – eu falo no desespero e mentindo – Rd não pode ter filho.

- Você está o que? – ele pergunta – nem que seja a ultima que eu faça eu vou te tirar daí.

Escuto barulhos de tiro forte.

- Kaio? – eu pergunto – Kaio.

- Ele está morto? – eu escuto a voz de Rd e desligo rapidamente a ligação.

Eu vou até o banheiro e jogo o celular dentro da privada.

Kaio narrando

Eu atirava contra eles e me abaixo atrás de um muro de tijolo quando o telefone toca e era a Malu.

- Kaio – ela fala – eles estão tirando Perigo.

- Eu estou aqui – eu falo e uma bala atravessa o muro e eu atiro de volta – foge , foge .

- Eu não consigo eles me trancaram tem homens armados no lado de fora – ela fala

- Eles estão sabendo de toda a verdade – eu falo – eu não vou deixar você aí Malu, eu vou te tirar daí.

- Eu estou grávida – ela fala bem na hora que vou atirar de volta e eu acabo não atirando e me abaixo e eles atiramo – Rd não pode ter filho.

- Você está o que? – eu pergunto paralisado – nem que seja a ultima que eu faça eu vou te tirar daí.

Eu me levanto para atirar neles de volta mas eles acabam me acertando e eu caio com tudo no chão baleado.

- Não – escuto a voz de Fernanda – vocês mastaram ele – ela fala.

E eu desmaio.

RD narrando

- Ele está morto? – eu pergunto para Fernanda que se abaixa.

- Está – ela fala me encarando.

- Tem certeza? – Perigo pergunta.

E escutamos alguns tiros.

- Vamos – ela fala – anda – saímos correndo.

Olho para trás vendo Fernanda passar a mão no rosto de Kaio e depois ela vem correndo quando os policiais se aproximam, entramos dentro do carro e saímos.

- Filho da puta está morto – eu falo.

- Vou recuperar a porra do meu morro – Perigo fala.

Fernanda se mantém em silêncio.

Jk dirigia o carro e PH na frente.

- Estão todos em segurança voltando para o morro. – Ph fala.

Malu narrando

Eu me abaixo no banheiro e começo a chorar desesperada, eles tinha matado Kaio e ele era a única chance de eu fugir desse lugar, de eu fugir deles, do Perigo.

Eu pego o colar e começo a chamar por ele.

- Kaio – eu falo – por favor me tira daqui – eu digo chorando.

Eu fico com raiva e arranco o colar jogando ele longe dentro do quarto, eu olho para fora vendo a movimentação de muitos carros entrando dentro do morro e logo eu vejo o meu pior pesadelo.

Começa vários fogos de artifícios e os vapores todos armados atirando para cima, era uma festa, eles estão comemorando a chegada dele.

Eu olho para Perigo que continua igual, ele e Rd são bem parecidos, a única diferença que Perigo era mais alto e encorpado também, Rd um pouco mais baixo, mas ambos bonitos e parecidos. Ele ainda não tinha me escutado.

- é melhor você disfarçar a cara de choro – Fernanda fala e eu me viro vendo ela com os olhos vermelhos.

- Ele está morto? – eu pergunto.

- Quando eu sai de lá, ainda não – ela fala se sentando na cama – mas eles atiraram na cabeça.

Eu engulo seco.

- Ele ia me tirar daqui – eu falo – e agora estou preste a ir com meu pior pesadelo.

- Se arruma, eles vão fazer um baile de comemoração. Você tem vinte minutos para descer – ela fala e me encara.

E sai do quarto.

Eu volto a chorar.

. Capítulo 40

Perigo narrando

Eu nem acredito que estou em liberdade depois de alguns meses preso lá.

- Nem foi tanto tempo assim – Ph fala me entregando um baseado.

quero usar antes de ver a Malu – eu

Rd me encara e Ph encara ele.

já está se arrumando – Fernanda fala aparecendo do nada.

- Perfeito – eu falo.

- Tem uma ordem aqui dentro do morro – Rd fala me

- E qual é? – eu pergunto para ele.

Não batemos em mulher – eu falo para ele e ele me encara – então dar o exemplo.

- Pode deixar – eu respondo

- Eu to falando sério – Rd fala me encarando.

- Relaxa – eu falo para ele – estou com saudade da minha Malu não tenho intenção de machucar ela.

Ele me encara e de longe eu vejo uma loirinha que me encara e sorri de canto e eu arqueio a sombrancelha para ela.

Ela deve tá descendo – Fernanda fala.

- Vou deixar tudo pronto na quadra – Rd fala – vamos comemorar a morte daquele filho da puta e a sua saída.

Eu aperto a mão dele e a gente se abraça. Rd era meu primo e era meu fechamento em

ansioso para ver a Malu depois daquele dia, eu acendo apenas um cigarro e entro para dentro da casa, mas ela ainda não tinha descido, eu encaro a casa do meu primo lembrando da nossa infância

Eu sinto uma respiração ofegante e eu encaro a escada vendo Malu descer ela, ela estava com um vestido vermelho, com as argolas em sua orelha , um coque em seu cabelo, o vestido era midi, ia até seu joelho e modelava o seu corpo, e com um tênis branco, da forma que eu gostava de ver ela vestida. A maquiagem em seu rosto era perfeita e ela só usava maquiagem assim quando chorava muito ou estava machucada.

Os seus passos era lento pela escada e eu me escoro contra a estante no meio da sala e fico esperando ela chegar até mim. Malu era muito bonita, sempre foi e eu me lembro como hoje a primeira vez que eu a vi e

Malu narrando

Eu chego no pé da escada vendo ele fumando um cigarro, logo ele apaga o cigarro e acho estranho, ele sabe que odeio cheiro de cigarro e sempre me disse que eu teria que aguentar porque eu não mandava em nada.

ele me esperando com um sorriso no rosto era algo desesperador, eu nunca sabia o que aquele sorriso queria dizer, se ele iria me tratar bem ou me tratar mal.

Eu me aproximo dele me tremendo.

- Sabe que desde aquele dia que aqueles policiais entraram e pegaram nós dois, eu não consigo parar de pensar em você um dia – ele me puxa pela cintura me colocando no meio das suas pernas, ele beija meu pescoço e eu sinto vontade de vomitar com o seu

- Pensando em como você iria me matar? – eu pergunto olhando para ele e ele abre um sorriso de canto.

- Você é engraçada – ele fala – e pelo jeito ficar longe de mim te deixou muito a vontade para ser respondona.

- Me perdoe – eu falo olhando para ele.

- Não quero você me pedindo desculpa – ele fala – e realmente eu pensei em você. – eu encaro ele.

estou feliz que você esteja vivo – eu falo – você nãos abe como estava ansiosa para te ver – sorrio falso para ele.

Você está mentindo – ele fala sorrindo – você queria me ver morto que nem aquele policial foi morto – eu arregalo os olhos para ele.

- Existe um baile para comemorar sua liberdade, tem certeza que você vai se atrasar? – eu pergunto para ele puxando ele pela mão mas ele me puxa de volta para perto dele.

E encosta a sua boca na minha e eu correspondo o seu beijo por medo.

- Você está com medo de mim – ele

ultima vez que a gente se viu vocÊ quase me matou –

Não se preocupa, eu não vou encostar um dedo em vocÊ –

bateu a cabeça e perdeu a memoria? –

Sorte sua que não – ele fala me olhando e novamente passa a sua mão pelo meu rosto e depois abaixa passando pelo meu

Escutamos tiros para cima.

Estão te esperando, não deve deixar eles esperando – eu

- Está certo – ele fala.

a minha mão e eu o encaro. E eu só consigo pensar nas coisas que Rd me falou sobre ele ter

Flash black onn

estou deitada sobre o

- Perigo – eu falo.

Miguel – ele fala me olhando e eu sorrio para

mãe não quer que eu fique vindo aqui –

morar comigo – ele

Não – eu falo para ele. – você tá

que não? – ele pergunta – eu te dou tudo, amor, prazer, uma vida boa e a gente vai poder ficar juntos sempre – ele fala beijando a minha boca – eu amo você – ele fala passando a mão pelo

Eu também te amo – eu

vem – ele fala beijando meu pescoço – vem ficar comigo para sempre –

Seu vagabundo – eu falo abaixando sua cabeça em meus seios e ele começa a

Flash black off

Espera – eu falo para

Oque foi? – ele pergunta e eu o encaro segurando as minhas lagrimas – Malu? –

Você está estranho – eu falo olhando para ele e vendo que ele estava calmo de mais e até mesmo estava com humor para fazer

Ei, vamos – Ph fala entrando dentro da

– Perigo fala entrelaçando

chegamos na quadra e a gente sobe para o camarote com eles todos armados e atirando para cima, quando chego lá em cima Perigo me coloca na sua frente na grade e cola seu corpo no meu e pega uma arma atirando para cima, eu fecho os meus olhos por causa do barulho, era gritaria e entregam dois copos de bebidas , um para ele e outro para mim. Eu olho para o lado vendo Rd que me encara, eu seguro as minhas lagrimas porque eu só conseguia pensar que Kaio poderia está morto e que daqui a pouco Perigo estaria dentro

. Capítulo 41

Malu narrando

iria amanhecer e parece que fazia uma eternidade já, o baile ainda está cheio, o cheiro de droga exalava por todo canto e de longe eu vejo Ana rondando

sentada no colo do Perigo enquanto ele joga truco com os outros traficantes, tudo era festa, risada e boca suja. Era torturante olhar para Rd e ele também me encarava o tempo todo, Fernanda se mantinha em silêncio e apenas fumava, conseguia ver tristeza em seu

– Perigo fala me tirando do seu colo. Ele me pega pela mão e se despede

para fora da quadra e entramos dentro de uma

chegaram – Ana

que ela está fazendo aqui? – eu pergunto para

Hoje eu quero vocês duas – ele fala me encarando e Ana me encara

– eu falo olhando para ele – é nossa primeira noite juntos depois de tanto tempo e você vai incluir

ser legal – ele fala pegando em meu rosto e beijando a minha boca – você

Para de ser tola garota – Ana fala se aproximando de nós. – vamos nos divertir

Eu não vou fazer isso – eu falo e Perigo me encara – eu não vou transar com você e com ela ou você transa comigo ou você transa