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Noite de Núpcias Sangrenta: O Divórcio Cruel do CEO romance Capítulo 9

A escuridão sem fim engoliu o seu corpo.

Valentina ficou presa numa quietude mortal.

Ela lembrou que havia dito a Heitor que "estava disposta a esperar" Mônica acordar.

Ela também tinha dito que "aceitaria todos os castigos", desde que Heitor não a deixasse.

Avaliando sua situação com base nas próprias palavras:

O quarto escuro era uma forma de punição, ela deveria aceitá-lo.

Ela conseguia suportar sofrimentos e sabia aguentar.

Assim que Mônica se recuperasse, ela não precisaria mais se divorciar.

Portanto, ela não reclamou e não fez confusão, ficando presa de boa vontade na escuridão.

Quando ficava cansada de sentar, deitava-se para dormir.

Quando o corpo começava a doer de tanto deitar, ela levantava e sentava por um tempo.

Sofrendo nesse ciclo infinito.

No quarto escuro havia ratos e mosquitos.

Os ratos corriam pela escuridão, passando por cima dos pés dela, arranhando o dorso do pé enquanto seus corpos peludos se mexiam.

Ela os chutava para longe, encolhendo-se e abraçando as pernas para trocar de lugar para se sentar.

Uma escuridão impenetrável onde não via os próprios dedos e os mosquitos não paravam de picar.

Na escuridão, ela procurou pontos de acupuntura, apertou-os com as unhas para furá-los, liberando o sangue para remover as toxinas das picadas.

A primeira vez que a luz entrou no quarto escuro foi quando alguém do lado de fora abriu, em um canto da parede, um buraco do tamanho de um livro escolar. Uma mão passou pelo buraco, empurrando uma tigela de aço inoxidável para dentro com as pontas dos dedos.

Assim que a tigela tocou o chão, o pequeno buraco foi fechado.

Valentina ouviu o som de uma tranca.

Ela rastejou até lá no escuro, tateou a tigela e, quando seu nariz se aproximou da comida...

Bleargh!

O cheiro de comida estragada subiu à sua cabeça.

A comida estava impossível de comer.

Na mansão da família Guimarães até os cachorros tinham chefs particulares, a comida dos bichos de estimação era preparada na hora.

Trazer comida pior do que a de cachorro naturalmente significava que não queriam que ela comesse.

Aquilo também seria uma punição para ela.

Ela pensou.

Ela não reclamou, nem fez confusão. Aceitou passivamente.

Presa num espaço minúsculo sem porta, janela ou banheiro, comer e acabar tendo que fazer suas necessidades fisiológicas ali, se tornaria um problema a mais.

Ela não estava com medo de passar fome. Já tivera a experiência de ficar quatorze dias seguidos em jejum ininterrupto.

Além dos três dias que já haviam passado, ela conseguiria aguentar por mais onze.

Capítulo 9 1

Capítulo 9 2

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