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Noites de Obsessão: Casamento Forçado com o CEO romance Capítulo 1

— Abra as pernas logo.

À noite, um carro híbrido estava estacionado à beira de uma estrada sinuosa na montanha. A porta de trás estava aberta, e um homem de meia-idade com aparência honesta exibia um rosto cheio de impaciência e desejo.

Ele era um motorista clandestino. Hoje, ao fazer corridas de aplicativo no aeroporto da Capital, deparou-se inesperadamente com uma beldade que usava um celular antigo.

De aparência pura, mas com um corpo curvilíneo e ardente.

O mais importante era o seu olhar submisso e a sua voz suave ao falar.

À primeira vista, era uma presa fácil de intimidar!

Assim, ele concebeu intenções maliciosas, desviou do caminho e levou-a para os arredores da cidade.

A porta direita estava trancada, Liana Mendes não conseguia abri-la, e a esquerda estava bloqueada pelo motorista clandestino.

Ela encolheu-se no canto. O vestido vermelho escuro com detalhes em renda delineava suas curvas perfeitas, e a pele exposta dos braços e tornozelos revelava um tom rosado sobre o branco. Os cílios longos e curvados da garota estavam úmidos de lágrimas, e ela falava tremendo, parecendo frágil e vulnerável:

— ...Não chegue perto.

— Eu, eu não serei educada com você!

Lágrimas de uma mulher bonita eram como um estimulante.

O motorista já não se importava com mais nada. Tirou a camiseta e avançou sobre ela, com um sorriso malicioso:

— A belezinha tem que ser bem cruel comigo daqui a pouco.

Liana Mendes fez uma expressão de terror.

No segundo seguinte, um nítido som de "crack" ecoou, seguido por um uivo de dor que parecia o de um porco no abatedouro.

O motorista ficou com o rosto roxo de dor, segurando certa parte do corpo com uma mão, encolhido no chão, enquanto a outra mão apontava trêmula para ela:

— Vo... Você...

Ele jamais poderia imaginar que aquela garotinha que parecia tão fraca e vulnerável teria uma força assombrosa!

Liana Mendes recolheu o pé que havia chutado, chorando como uma flor sob a chuva, e soluçou:

— Eu, eu avisei você.

— Desculpe, desculpe, desculpe!

Enquanto pedia desculpas, chorava e acumulava forças. Entrelaçou os dedos e o golpeou com força usando o cotovelo.

— Silvia Rocha disse que se não finalizarmos o trabalho, haverá consequências sem fim. Aguente um pouco, quando quebrar, passa!

Cada pedido de desculpas era muito sincero.

Cada golpe era muito cruel.

Naquela noite, o local não recebia clientes externos, pois havia sido reservado pela família Valente para recepcionar convidados ilustres que não podiam se expor em público.

Neste momento, luxuosos carros discretos começavam a partir um após o outro.

Enquanto isso, na entrada principal, guarda-costas vestidos de preto ladeavam a escadaria, todos exibindo um porte robusto e intimidador.

Ao final, estava estacionada uma fileira de carros luxuosos, sendo o veículo central o mais ostensivo e extravagante.

Ricardo aguardava junto à porta do carro. Baixou a cabeça para ler uma mensagem e, ao erguer o olhar, viu um homem de silhueta esguia e presença marcante saindo pela porta principal.

Ele rapidamente guardou o celular no bolso interno do paletó e avançou a passos largos.

— Senhor.

Ricardo chamou de forma respeitosa, e logo acrescentou em voz baixa:

— Chegaram notícias da residência principal.

Thiago Valente lançou-lhe um olhar displicente, sua voz grave e serena:

— Quem eles escolheram?

O homem usava um terno impecável, exalando uma aura nobre e contida. Sobre o nariz reto, repousava um par de óculos sem armação; seus olhos escuros e profundos transmitiam a mesma calma inabalável das águas de um poço antigo.

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