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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 368

A chuva começou de repente, batendo forte contra as janelas de vidro. Celeste apenas observava os olhos de Gregório em silêncio, como se a umidade lá de fora estivesse encharcando o seu coração.

Por um momento, ela se esqueceu de responder, ou talvez já nem precisasse mais expressar sua opinião.

Gregório estava desesperado para protegê-la.

Se ela queria demitir Dulce, então Gregório ajudava Dulce a sair da Longus. Se ela dizia que Dulce não tinha poder de decisão, Gregório entregava esse poder nas mãos de Dulce.

Não permitia que sua mulher amada sofresse a menor das injustiças.

Consequentemente, a pessoa que teria que suportar tudo aquilo era ela, Celeste.

Afinal, ela não significava nada no coração ou na vida de Gregório.

O escritório ficou imerso em um breve silêncio por alguns segundos.

O que rompeu a atmosfera estranha foi a risada carregada de doçura de Dulce.

Os olhos de Celeste tremeram levemente até ela voltar a si.

Dulce já estava sentada ao lado de Gregório, inclinando-se para ele, com os olhos fixos apenas no homem à sua frente:

— Gregório, na verdade, eu estou bem. Eu sei que você se preocupa comigo.

Ela não disfarçou o sorriso.

Para ela, Celeste havia sido completamente derrotada naquele momento.

E daí se tinha conseguido a Longus?

A inclinação do coração de Gregório era um fato inegável.

Os olhos de Gregório moveram-se sutilmente e, só então, ele desviou o olhar do rosto de Celeste, recostando-se sem pressa:

— Você pode dar o seu preço.

Ele disse isso para Celeste.

Na verdade, Celeste não tinha o menor interesse no projeto de Dulce, era apenas algo impulsionado pela Longus. Ela não achava que a terapia inteligente de Dulce conseguiria algum resultado esmagador no setor; logo, não existia aquilo de estar apegada ou de não querer abrir mão.

Desde o momento em que viu Gregório, ela já sabia qual seria o resultado de hoje.

Portanto, estava apenas aguardando uma moeda de troca.

O motivo de ter "discutido" com Dulce e os demais foi justamente para alcançar um acordo satisfatório.

Encarou Celeste com incredulidade.

Ela odiava quando Celeste se autodenominava Sra. Souza! E sentia ainda mais nojo de Celeste chamar Gregório de marido com tanta falta de vergonha! Estava na cara que Celeste não merecia aquilo!

Ao ouvir a palavra "marido", Gregório ergueu os olhos pensativo, mas deparou-se com o olhar de zombaria de Celeste, que parecia perguntar "o que você pode fazer a respeito?".

Ele percebeu que Celeste estava fazendo aquilo de propósito. Estava usando o que Dulce mais valorizava para lhe causar "repulsa" na frente dela, e também para provocá-lo de forma intencional.

Até Urbano franziu a testa.

Como Celeste não sabia manter as aparências?

Mesmo que o relacionamento tivesse sido exposto à força, não havia necessidade de agir com tanto descaramento, havia?

Ele não resistiu a olhar para Dulce, que já estava claramente furiosa, e depois olhou para Gregório, apenas para descobrir que o amigo não demonstrava nenhuma irritação. Parecia não ver problema algum na forma maliciosa como Celeste dissera "marido".

Gregório não refutou o termo "marido" usado por Celeste.

Como se nada tivesse acontecido, ele lhe disse:

— Tudo bem, o valor que você pedir será pago.

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