E também parecia muito disposto a se comunicar.
Celeste ficou surpresa, pois, embora Dulce tivesse entrado na MG, a empresa como um todo ainda se mostrava colaborativa.
No entanto, aquela frase sobre já ter ouvido falar muito dela a deixou intrigada:
— O senhor me conhece?
O Diretor Bezerra ia dizer algo, mas recebeu uma ligação de trabalho. Celeste imediatamente fez um gesto para que ele ficasse à vontade:
— Não tem problema, pode atender. Eu dou uma volta por aqui enquanto isso.
A fábrica da MG era imensa.
Tinha até laboratórios de pesquisa independentes.
Sobre os preços, ainda não havia conseguido conversar diretamente com o Diretor Bezerra.
Celeste foi convidada a aguardar em uma sala de reuniões privativa.
Não demorou muito depois de se sentar.
A porta foi aberta novamente.
Quando viu Dulce, Celeste não ficou exatamente surpresa.
Já sabia antes de vir que Dulce agora era uma acionista de peso, então as chances de ela estar ali eram grandes.
Assim que se aproximou, Dulce lançou um olhar frio para Celeste, enquanto a assistente ao lado dizia:
— A Sra. Lopes veio discutir os detalhes da próxima fase de nossa parceria.
Dulce caminhou até uma poltrona individual, sentou-se, cruzou as pernas e pegou a tabela de preços:
— Diga-me, qual é o preço ideal para a Hercore?
Celeste percebeu a atitude arrogante da outra.
Não quis perder tempo com ela:
— Espero que o preço unitário de cada peça seja mantido abaixo de 1800.
Dulce soltou um riso desdenhoso:
— Acha que a MG está pedindo esmola? Se não for para ter lucro, é melhor fechar as portas de vez. 1980 é o meu limite mínimo. Se acharem inadequado, podem procurar outra empresa melhor.
Celeste sabia muito bem que Dulce estava dificultando as coisas de propósito.
O preço negociado na primeira fase havia sido 1920. Agora, ela tomava a iniciativa de aumentar o valor por conta própria.
— E você está decidindo por quem? — perguntou Celeste.
Dulce franziu a testa:
— Isso parece ser um assunto interno da MG, Celeste. Quem você está questionando?
Dito isso, jogou a tabela de preços na mesa e deu um leve sorriso:
— Mas não é como se não pudéssemos negociar. Vai depender de quanto a sua sinceridade consegue me comover. Eu não sou uma pessoa inflexível, só preciso que você tenha a atitude correta. Talvez, se conseguir me agradar, eu possa considerar o seu preço.
Não havia emoção nos olhos de Celeste.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Gregório tem que sofrer correndo atrás da Celeste pra aprender uma lição 😒...
Passou da hora da Dulce quebrar a cara e Gregório ver a burrada que fez, dando apoio total para o chupim Dulce...
Quero ver se a autora vai dar um final feliz para esse embuste do Gregório. Quero ele sofra horrores e acabei na sargenta....
Não aguento mais ver a Celeste passar por tanta humilhação. Alguém quebre as pernas do Gregório, por favor; mesmo que tenha um motivo para ele agir assim, já passou dos limites. Fora que demora demais a atualização, por parte do autor....
Seria muito bom ela encontrar a família e não querer esse Gregório...
Até quando Gregório vai financiar a amante e menosprezar a ex esposas? Passou da hora da amante e Gregório caírem com a cara no chão...
Ela repete o mesmos pensamentos várias vezes. E o mais incrível u.a é prisioneiro e o outro é livre, no final ele teve um motivo muito importante para agir assim e vai querer compensar tudo....
Essa personagem é humilhada apor bens materiais....
Eu adoro histórias assim que a autora humilha a personagem principal por todo história para no final o homem estar apenas sendo enganado ou protegendo ela e acaba perdoado, ainda d põem alguém da família pra ajudar na humilhação, fica o romance perfeito!...
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...