Aquele termo "amantezinha" fez até Urbano tossir de leve para disfarçar.
Inevitavelmente, ele começou a analisar Celeste com mais atenção.
Celeste sempre teve esse tipo de... humor ácido?
Dulce mantinha um sorriso frio de desdém, não querendo rebater aquelas palavras amargas que, para ela, nasciam da inveja.
— O seu carro? — O olhar dela pousou no veículo de Celeste.
— Eu roubei. — Celeste achou que o problema da outra era no mínimo estupidez.
A resposta saiu sem um pingo de consideração.
O olhar de Gregório cruzou com o dela, impassível.
Celeste não mudou de expressão.
Ele não iria tirar satisfação apenas porque ela provocou a amantezinha dele, iria?
— Celeste, acho que você deveria refletir um pouco. Usar a mesma placa de casal que o Gregório não é muito apropriado, não acha? Isso não faria as pessoas lá fora pensarem erroneamente que você é a Sra. Souza? — Sabendo que Celeste estava adotando uma postura provocativa, Urbano tomou a frente e apontou o problema no lugar de Dulce.
Placa de casal?
Celeste franziu a testa.
Olhou na direção que Urbano apontava.
Não muito longe do seu carro, havia um RR novinho estacionado. Os primeiros números da placa eram idênticos aos dela, diferindo apenas no último dígito: o dela era 7, e o dele, 3.
O dela era 7, o de Gregório era 3.
Aos olhos de qualquer um, pareciam placas combinadas de um casal.
Parados tão próximos, chamavam muita atenção.
Especialmente por ambos serem carros de altíssimo luxo conhecidos pelo público.
Mas a frase de Urbano de que "pensariam erroneamente que ela era a Sra. Souza" era hilária.
Ela era legalmente casada no papel, precisava mesmo usar a palavra "erroneamente" para esclarecer a relação?
Era por isso que Dulce estava fazendo um escândalo?
— Placas tão parecidas, que coincidência incrível. Você se esforçou bastante. — Dulce analisou Celeste com um ar de superioridade, sem alterar o tom, mas os cantos dos lábios se curvaram.
— Você quer dizer que eu fiz de propósito? — Celeste entendeu perfeitamente a insinuação.
— Eu não disse isso. Por que a pressa em se justificar? Eu não estou brava com você. — Dulce deu um sorriso repentino.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...
O melhor dessa história é que a autora põem a personagem para ser humilhada e trocar tudo por dinheiro, ou seja dignidade zero...
Adorando esse livro. Espero que o divórcio da Celeste demore o suficiente para o Gregório descobrir que sua salvadora do sequestro é Celeste. Que esse capítulo seja em breve....