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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 670

Amanda chorava copiosamente, recusando-se a ir.

Mas não havia escolha.

A situação de repente ficou muito clara.

Gregório soltou Dulce, o olhar impiedoso ainda não havia desaparecido por completo, mas ele não disse nada.

Dulce prendeu a respiração devido à dor no pulso. O que a deixou ainda mais destruída foi perceber que, naquele instante, ela parecia ter enxergado uma emoção que Gregório nunca havia demonstrado antes...

Quando Celeste se virou, a cena já havia terminado.

— Por favor, não crie confusão aqui. Assim que tivermos novidades, notificaremos a família. — Alguns agentes já arrastavam a histérica Dulce para fora.

Dulce foi expulsa do local.

— Espero que tudo isso seja rigorosamente investigado. A verdade precisa vir à tona e os culpados devem pagar pelo que fizeram. — Celeste, sem entender direito o que tinha acontecido, olhou para a porta e dirigiu-se apenas ao Oficial Batista.

— Seguiremos os procedimentos. Como é um caso de mais de uma década e só foi registrado agora, os trâmites serão bem complexos. Mas, por sorte, conseguimos pegá-los em flagrante hoje. — O Oficial Batista assentiu.

Enquanto falava.

— Também devemos agradecer a este senhor, o Sr. Souza. Foi ele quem chamou a polícia e prestou assistência. Vocês poderiam se conhecer... — Ele olhou para Gregório.

— Não é necessário. Já nos conhecemos. — respondeu Celeste.

— Ah, é? — O Oficial Batista olhou de um para o outro.

Celeste ia responder que eram ex-marido e ex-mulher.

— Fomos casados por sete anos. — Gregório já havia se virado e respondeu com frieza.

— Casal, então? — O Oficial Batista finalmente entendeu.

— Não mais. — Celeste sentiu os nervos à flor da pele e soltou as palavras sem sequer pensar.

Desta vez, Gregório não negou.

— Quando precisarmos da colaboração de vocês, entrarei em contato repetidas vezes. Apenas aguardem por atualizações do nosso lado. — O Oficial Batista, sentindo que os assuntos daqueles jovens não lhe diziam respeito, evitou fazer mais perguntas e concluiu o assunto.

Celeste concordou com a cabeça.

Amanda ainda passaria por várias rodadas de interrogatório.

Celeste sabia que não adiantava ter pressa.

Fazer com que o caso que todos consideravam um acidente viesse à tona depois de tantos anos já não era uma tarefa fácil.

Com a prisão de Amanda, tudo iria por água abaixo. E se a investigação avançasse e os bens fossem confiscados, o que seria dela e de Luan Alves?

Por ela, tudo bem, mas Luan ainda era pequeno. Como ele sobreviveria sem dinheiro?

Celeste observava toda a cena com frieza.

— Acho que você está implorando à pessoa errada. A pessoa a quem você deve pedir perdão não sou eu. — disse Gregório em um tom apático, olhando por cima do ombro de Dulce diretamente para Celeste.

Dulce congelou.

Ela entendeu o que ele queria dizer.

Virou a cabeça e olhou para Celeste.

Havia uma torrente de ódio perverso transbordando em seus olhos, mas não pôde deixar de admitir que era verdade.

Ela havia ignorado Celeste de propósito, agarrando-se à esperança vã de que Gregório talvez fosse ceder.

Mas agora...

Ela não tinha saída. Havia precipícios por todos os lados. A escolha simplesmente não cabia a ela.

— Celeste, eu te imploro, me dê uma chance. Pense nisso como uma boa ação para atrair bênçãos para a sua filha, pode ser? — Dulce, com a respiração pesada, virou-se para Celeste. Rangendo os dentes quase a ponto de quebrá-los, deixou-se cair de joelhos e rastejou até a mulher, engolindo a humilhação e o rancor a duras penas.

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