Gregório viu Vinicius pegar naturalmente a bolsa das mãos de Celeste.
Era o tipo de intimidade que permeava os pequenos detalhes.
O olhar dele permaneceu tão apático a ponto de ser gélido.
— Hum.
Após a breve resposta, Gregório deu as costas e entrou no carro sem demonstrar qualquer emoção.
Celeste não fez menção de observá-lo partir, tampouco o convidou para entrar.
— Vamos entrar. — virou-se para Vinicius e disse.
Vinicius assentiu com a cabeça.
Pelo retrovisor, Gregório observou aquela porta ser fechada novamente.
Sua expressão não se alterou, havia apenas indiferença no canto dos seus olhos.
Ele girou o volante, seguindo na direção oposta e se distanciando cada vez mais.
Ao entrar, Celeste viu Walace se aproximar com algumas balas de hortelã na mão, resmungando baixinho que a esposa não o deixava fumar. Quando a viu, ele estava prestes a perguntar o que a trazia ali àquela hora.
Mas percebeu que o rosto dela exibia uma tensão sutil.
— O que aconteceu? — Walace imediatamente mudou os passos em sua direção.
— Foi o Diretor Souza quem a trouxe de volta. — comentou Vinicius depois de pendurar a bolsa de Celeste.
— O que ele quer com isso? Que bajulação é essa? — bufou Walace na mesma hora.
— Não é o que o senhor está pensando, hoje foi um caso à parte. Estávamos no mesmo caminho. — Celeste recuperou os sentidos ao ouvi-lo e logo tratou de explicar.
Ela não podia negar que os acontecimentos daquele dia a haviam impactado profundamente.
Ela precisava de tempo para digerir tudo aquilo.
Se seguissem as pistas e os códigos de contato de Amanda, a pena seria muito pesada.
Se tivesse sido mesmo um acidente, ao longo dos anos ela já tentara se convencer inúmeras vezes de que era o destino, um evento repentino que ninguém poderia ter mudado e que afundar na dor de nada adiantaria. Ela já havia se forçado a aceitar aquilo.
Mas agora, fora provado.
Que tudo havia sido uma tragédia provocada pelo homem.
Todo o infortúnio havia sido criado por mãos humanas.
— Então eu posso convidar meus amiguinhos do jardim de infância? — perguntou ela, correndo em passos rápidos e barulhentos até Celeste para abraçá-la.
— Claro que pode. — Vinicius sorriu.
— Obrigada, daddy!
Ao ver Laura tão animada e com as bochechas coradas, o humor de Celeste melhorou um pouco.
Quanto a Amanda e Dulce...
Ela investigaria o assunto até o fim, mas, como todos estavam tão felizes hoje, não era o momento adequado para trazer à tona um assunto tão pesado.
Durante o jantar.
Vinicius serviu uma tigela de sopa para Celeste.
— Obrigada. — agradeceu Celeste, ainda meio distraída.
— Vamos, Laura. Eu te acompanho. — disse Vinicius ao se levantar, notando que a menina, que já havia terminado de comer, queria ir ao banheiro lavar as mãos.
Laura assentiu.
Celeste não deu muita atenção a eles.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....
Estou odiando essa história de Celeste e esse Vinícius que raiva da vontade de parar de lê essa merda 😡...
Esse livro está terrível essa autora é uma decepção colocando esse Vinícius e essa winter no caminho da Celeste e Gregorio que ranço 🤬...