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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 674

Chegaram ao banheiro.

Vinicius fechou a porta. O isolamento acústico ali era excelente. Ele se agachou na frente de Laura, abriu a torneira e colocou um pouco de espuma nas mãos dela.

— Papai quer conversar sobre uma coisa com você. O que acha de pensar no assunto?

Laura esfregou as mãos com seriedade e assentiu, com os olhos brilhando.

— Tá bom, tá bom!

Vinicius sorriu e entregou-lhe a toalha.

— O aniversário da Laura está chegando e a festa vai ser muito animada. A Laura vai ficar muito feliz nesse dia, mas você não gostaria que a mamãe também ficasse feliz?

— Quero, sim! A mamãe trabalha muito e fica cansada, eu queria que ela relaxasse um pouco — respondeu Laura, sem sequer hesitar.

Foi então que Vinicius acariciou a cabeça dela.

— Então... que tal ajudar o papai dessa vez? Naquele dia, o papai quer pedir a sua mãe em casamento de forma oficial, e dar a ela uma cerimônia com toda a sinceridade que ela merece.

Ele e Celeste haviam chegado a um ponto em que já tinham concordado em se casar.

No entanto, tudo havia sido decidido às pressas.

Ele acreditava que, quando uma mulher se casava, não deveria faltar nenhum dos rituais e cerimônias que a ocasião exigia.

Laura arregalou os olhos e, em seguida, cobriu a boca com as mãos.

— A mamãe vai aceitar?

Vinicius assentiu.

— Vai, sim. A mamãe já decidiu se casar com o papai, e nós seremos uma família de agora em diante. Por isso, nesse pedido de casamento, eu vou colocar uma aliança no dedo dela. A Laura pode me ajudar a guardar segredo? Quando chegar a hora, você traz as alianças para o papai, o que acha?

Laura pensou sobre o assunto por um instante.

Já que a mamãe havia decidido se casar, não havia problema algum naquilo. Desde que ela gostasse, a menina estaria de acordo.

Ela assentiu com firmeza.

— A Laura vai guardar segredo. Promessa de dedinho!

Vinicius cruzou o dedo mindinho com o dela de forma solene.

E então, disse em voz baixa:

— Então, temos um acordo.

Laura ficou pensativa.

A mamãe realmente ficava muito exausta sozinha. Ela não queria que a mãe ficasse sem alguém em quem se apoiar; afinal, ela ainda era muito pequena e não conseguia ajudar em muita coisa. Se houvesse alguém para protegê-la, ela ficaria muito feliz.

Laura ergueu a cabeça com uma expressão séria no rostinho. Naquele momento, Vinicius parecia não ser mais apenas o seu papai, mas sim um homem a quem ela sabia que precisava avaliar, e então disse com seriedade:

Otávio estava tirando uma soneca à tarde, mas ela chegou em boa hora, pois ele tinha acabado de acordar.

— Vovô, quer que eu te leve lá fora para tomar um pouco de sol? — perguntou Celeste, aproximando-se.

Otávio sorriu carinhosamente e deu tapinhas na mão dela, pedindo que se sentasse.

— Já terminou de trabalhar, minha querida?

Celeste assentiu.

— Senti sua falta de repente, então vim te visitar.

— Já é bem grandinha para isso — disse Otávio da boca para fora, mas o sorriso em seus olhos era ainda mais evidente.

Vendo que ele estava de bom humor, Celeste pensou um pouco, pegou o celular e abriu a galeria para mostrar uma foto a Otávio. Era uma foto que ela havia tirado de propósito quando Vitória viu aquele pingente da paz.

Ela mostrou a imagem para Otávio e perguntou:

— Vovô, o senhor sabe a origem deste pingente da paz? É uma peça da nossa loja.

O olhar de Otávio de repente se tornou distante ao ver a foto. Havia lucidez em seus olhos, mas logo pareceu ficar confuso no meio de suas lembranças.

Ele murmurou:

— Esse não é o jade que você usou desde que era bebê até os seus seis anos? Criança boba, isso é seu.

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