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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 703

Celeste realmente não sabia desse detalhe.

E muito menos esperava descobrir algo do tipo através da boca de seu ex-marido.

Além disso, havia um leve tom de zombaria na fala dele.

Ele não achava que mencionar os planos de Vinicius seria dar algum crédito a ele, muito pelo contrário, era apenas um puro deboche.

Celeste sentiu uma onda de irritação.

Aquilo era entre ela e Vinicius. Ouvir Gregório, que agora era um estranho, comentando sobre isso com tanto julgamento, a deixava obviamente descontente.

— Eu e ele não precisamos dessa cerimônia. Não se preocupe.

Após dizer isso, Celeste se virou e saiu.

Ela sabia que, por hoje, não conseguiria tirar mais nada de Gregório.

Mas um brilho de suspeita ainda cruzou o seu olhar.

Seja como for...

Ela sentiu que precisava acelerar o casamento com Vinicius.

Apenas assim, as coisas seriam totalmente seguras.

A porta se abriu e se fechou.

Depois de um tempo, Gregório abriu os olhos devagar.

Ele olhou para a porta.

O cheiro de desinfetante impregnava o quarto. Ele detestava aquele cheiro, era uma aversão física. Porém, há anos, Celeste usava o mesmo perfume: um aroma cítrico, suave e delicado.

Esse perfume dispersara um pouco o odor desagradável do hospital.

Ele ficou observando por um momento.

E então, franziu a testa.

Sentia dor por todo o corpo.

À medida que a anestesia passava, seu sistema nervoso, da cabeça aos pés, parecia entrar em colapso. O desconforto era imenso.

Ainda assim, sua expressão permanecia inalterada.

Depois de um longo tempo,

Urbano, vendo que Celeste havia ido embora, voltou ao quarto.

Gregório estava com um olhar gélido: — Ligue para a minha secretária. Nenhuma informação sobre o que aconteceu hoje no resort deve vazar. A Família Souza jamais pode saber que fui eu quem salvou a Laura.

Urbano, instintivamente, preparou-se para fazer o que foi pedido.

Mas antes, perguntou: — Esconder da Família Souza? O que te preocupa?

Gregório não pretendia responder.

E, ainda pensativo, adicionou: — Por favor, faça-me um favor. Descubra como a Dulce conseguiu entrar lá.

-

Fagner Vargas chegou ao hospital, já estava tarde.

Ismael ainda não havia aparecido para ver como estavam.

— A Valéria Martins adoeceu e foi levada às pressas ao hospital. Por isso...

— Isso não é da minha conta.

Celeste ergueu a cabeça: — Isso é problema da Família Vargas. Não precisa me contar. A Laura ainda precisa dormir. Se não há mais nada, pode sair.

Ela praticamente o expulsou.

Sem um pingo de cerimônia.

Mesmo assim, Fagner não conseguiu dizer sequer uma palavra.

Ele sabia que, se a situação chegara àquele ponto, a culpa era toda deles.

Ele não havia contado à sua avó. Afinal, devido à sua idade, saber que Celeste e Laura quase caíram de um prédio certamente a deixaria assustada.

Ele decidiu manter segredo, por enquanto.

Ao sair do quarto, Fagner confirmou primeiro com Urbano onde estava o quarto de Gregório.

Ao chegar, sentou-se diretamente na beira da cama.

Após ter a porta fechada na cara por Celeste, ele sentia-se profundamente frustrado e com um humor terrível.

Tanto é que não demonstrou nenhuma simpatia por Gregório.

Gregório olhou para ele de soslaio: — Tem algo a dizer?

— Eu só estou surpreso. — Fagner disse: — Você sabe muito bem que a Laura é filha do Vinicius, e ainda assim agiu de forma tão destemida. Desde quando você tem esse espírito de autossacrifício?

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