Nosso Passado romance Capítulo 18

Parte 4...

Ele sofreu muito com sua partida. Realmente era apaixonado por Anelise, mas ela o traíra da pior forma possível e ainda tentara roubar sua família.

Foi isso o que ele pensou no momento da revelação e enlouqueceu de raiva e frustração.

Só que um tempo depois, Jonas contou a verdade para sua mãe. Anelise nunca participara do roubo. Ela nem mesmo sabia. E o mais estraho foi que a mãe não quis mandar prendê-lo, com a desculpa de proteger seu nome das fofocas.

Ela afirmou que isso não seria bom para os negócios e sujaria o nome da família com um escândalo. Dizia que muitos que tinham inveja do poder deles iria aproveitar a chance.

Ele errou em não insistir, em deixar que ela resolvesse, apenas por ser cabeça dura. Ficou com muita raiva. Só quando soube que ela nem sabia do roubo que ele começou a prestar atenção.

Ele errou muito. Deveria ter ido ao fundo dessa sujeira, mesmo com toda decepção, mas estava muito magoado e com o ego ferido para pensar direito.

Se sentia fraco por ter caído de paixão por ela. Ficou louco quando transaram a primeira vez e descobriu que ela era virgem. Ele era seu primeiro e queria ser seu único. Era um orgulho bobo. E ao saber que ela o havia traído, se sentiu humilhado.

Depois que ela se foi ele saiu com várias, mas nenhuma apagava a memória dela, de seu beijo, de seu cheiro, seu corpo. Nenhuma era como ela. Parcia que Anelise o havia enfeitiçado e ele não conseguia se envolver de novo. Ficou seco.

Ele tinha duas memórias fortes que o perseguiam sempre. A primeira vez deles e a última vez em que a viu.

Acabada, triste, envergonhada. Ele não precisava nem fechar os olhos para ver cada cena. Ficou guardado.

— Só espero que ela não se jogue para cima de você novamente - Márcia falou entortando a boca.

— Eu duvido disso. Ela não me pareceu nem um pouco interessada - ele torceu a boca — E isso foi no passado. Já acabou faz tempo. Ela foi só uma aventura passageira.

Márcia soltou um suspiro aliviada.

— Eu acho ótimo - sorriu — Era só o que faltava aquela pobre sem classe, voltar para nos encher.

— Você é bem esnobe, não é, Márcia? - ele fechou o semblante — Todo mundo para você é inferior e sem classe.

— Bem... - Luiza gesticulou jogando a mão ao alto — Sua irmã tem razão, meu filho. Aquela lá não tem classe, não é como nós.

Ele estreitou os olhos. A mãe dele conseguia ser pior do que a irmã certas vezes.

— Vocês duas são peças raras da família, não é assim? - ele provocou — São perfeitas, sem nenhuma mácula. Mulheres corretas acima de tudo.

Luiza ofegou um instante. Sabia que estava sendo irônico.

— Não recomece com isso, Mathias.

— Porque não? - ele riu — É fácil apontar o defeito alheio, não é? Por isso dizem que o macaco nunca olha o próprio rabo.

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