Nosso Passado Capítulo Três - 8

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Parte 8...

Ter companhia animal desde pequeno muda muitas coisas na vida de uma criança. Eles são ótimos para o desenvolvimento emocional e do caráter.

Ter um bicho de estimação cria memórias incríveis e proporciona uma vida mais longa e saudável. Animais em casa, quando bem cuidados, fortalecem o sistema imunológico, estimulam o cérebro, são terapêuticos, controlam o estresse infantil e ainda ajudam no desenvolvimento físico por conta das horas de correria e risadas.

Quando Haroldo lhe disse que os filhos eram livres para se desenvolver, ela ficou feliz com isso e logo deu apoio quando Alan surgiu com seu primeiro pet. E não se arrependia.

O filho tinha uma empatia enorme por vários assuntos e para ela era um orgulho ter um filho que crescia bem no emocional. E sua avó Lourdes sempre lhe dizia para desconfiar de pessoas que não gostavam de animais.

— São pessoas más - Lourdes dizia — A pessoa pode não ter tempo, não ter espaço, não ter condição financeira ou até física de criar, mas ela respeita e não maltrata o animal. Não tem ou não quer, mas jamais aceita o abuso a um ser inocente - ela era firme nisso — Agora, pessoas que não gostam de forma alguma, de nenhum tipo de animal e que ainda acham normal o abandono e o mal trato, muito cuidado, pois são pessoas más no interior. Afaste-se!

Ela nunca esquecia dessa e de muitas outras conversas com a avó e usava isso para seus filhos. Continuou a conversa com Felipe sobre o restaurante.

— Cuidado para essa gente ão descobrir seu segredo.

— Eu estou tomando cuidado. Eles acham que sou a mesma de antes, só mais velha.

— É bom mesmo - ele pausou e depois falou mais baixo — O seu cunhado está aqui. Ele foi direto para seu escritório.

Ela franziu a testa achando estranho. Tinham combinado que ele fosse visitar os sobrinhos, mas não mexer em suas coisas. Para assuntos de trabalho ele poderia ver isso na empresa. Pediu para Felipe passar o telefone para ele.

— Hã... Como está indo aí?

Ela achou esquisito o modo receoso como ele falou.

— Está indo tudo como planejado. O que você faz em meu escritório? - ela perguntou direta.

— É que... Precisei do contrato do frigorífico Eliezer.

— E para quê?

— É que os acionistas pediram para revisar um ponto e você estava com a pasta do original.

— Porque eu ainda não terminei de analisar.

— E vai poder? Quer dizer, com essa distância e

— Nunca deixei nada pela metade ou malfeito - o cortou, seca — Não sei porque essa desconfiança na minha capacidade.

— Não é isso, é só pelo tempo

— Não podem fazer nada sem a minha assinatura.

Eu sei, se você puder enviar de modo digital eu...

Não. Você sabe que eu não gosto disso. Eu mesma vou assinar de punho - explicou séria — Poucas vezes fiz uso disso.

— Então vai voltar?

— Ainda não. Mande o documento por Felipe. Ele vem me trazer algumas coisas que preciso - se ajeitou no sofá — Eu assino e ele leva de volta para você.

— É que tem tempo...

Sei bem disso, Hugo - ela coçou a testa, incomodada com a insistência dele — Apenas deixe com Felipe,

Não sei se você deveria estar aí agora - disse com cautela — Porque não volta e deixa isso para

já falamos sobre isso. Vou cumprir o que vim fazer aqui. Tenho tempo até me encontrar com os diretores da companhia e ontem falei com dois deles ao telefone. Está tudo indo

sabia que Hugo se ressentia, mesmo que não comentasse. Não devia ser agradável ver que outra pessoa ocupa o lugar que deveria ser seu, mas foi assim que Haroldo deixou organizado e ela não iria desfazer o que o marido queria, nem que fosse algo difícil e

Não sei se você está dando mais atenção à sua vingança ou à compra da

É claro que a minha atenção é com a aquisição da empresa - respondeu séria — Não tem que me lembrar das minhas obrigações,

— Desculpe, não foi minha intenção.

sentiu que o cunhado respondeu magoado, mas não estava errada em seus planos. Poderia fazer as duas coisas ao mesmo tempo e não importava se ele achava certo

volto ainda essa semana para ficar um pouco com as crianças - ele