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Nove Therianos Gatos e Sua Única Rainha romance Capítulo 7

Dois dias depois, Emma saiu da sala de treinamento, satisfeita.

Os núcleos de fera que Adam lhe dera eram de primeira linha. Com apenas um, sua habilidade se estabilizou por completo e até começou a se fortalecer. Se usasse todos os 50 e tivesse mais uma dúzia, conseguiria romper para o Rank 5.

Depois de se lavar, planejou pegar um café da manhã e então seguir para a Floresta de Astralis. Já estava ficando sem frutas e verduras em casa. Poderia colher algumas frescas e, de quebra, caçar umas feras de Rank 4 ou Nível 5 para praticar. Núcleos de fera não bastavam — é o combate real que torna alguém mais forte.

Ela saiu do banheiro, toalha na mão. Estava prestes a ir para a cozinha quando a campainha tocou.

O robô inteligente veio rolando e imediatamente projetou a imagem da vigilância.

A tela acendeu, e os olhos de Emma se cruzaram com um par de olhos lânguidos e perigosos que lhe fizeram o coração falhar uma batida. Que olhos eram aqueles — preguiçosos, indecifráveis, poderosos, irradiando domínio? Um único olhar emanava uma aura capaz de fazer qualquer um querer se curvar aos seus pés.

O homem do lado de fora era alto — facilmente mais de um metro e oitenta e oito. Mesmo através da transmissão, sua presença era avassaladora.

Seu rosto estava meio na sombra, como se talhado pelo próprio Deus das Feras — frio, impecável, intocável. Bastava uma olhada para ser impossível desviar os olhos.

Do lado de fora, Drake deixou o olhar vagar, num desleixo calculado, pelo portão verde da vila.

Atrás dele, Sebastian, o Grande Ancião, deu um passo à frente e apertou a campainha. No começo, Drake não queria que ele o acompanhasse, mas Sebastian não ficara tranquilo em deixá-lo vir sozinho.

Ding-dong!

Sebastian ficou junto ao portão e falou com polidez: "Honrada Srta. Emma Tibarn, seu par, Sua Majestade Drake Smith, chegou."

Emma ficou imóvel. Aquele homem era seu par? Drake Smith — o mais velho da lista?

Ela pressionou depressa o painel de controle para abrir o portão. "Por favor, entrem!"

Ao ver Drake atravessar a entrada da vila com dois de seus homens, Emma sentiu os nervos dispararem. A pressão que emanava dele era sufocante.

Sebastian piscou, surpreso. Não esperava que alguém adivinhasse tão depressa. Eles nem tinham dito as palavras, e ela já acertara em cheio.

Ele riu baixo, e a expressão ficou ainda mais suave. "Exato. Sua Majestade não é afeito a fêmeas, então deseja dissolver o vínculo."

Ele escolheu bem as palavras, fazendo soar como se não fosse culpa de Emma, mas pura preferência de Drake. Afinal, um macho pedir a dissolução do vínculo poderia ser visto como humilhante para uma fêmea. Outras fêmeas poderiam zombar dela por isso.

"Sem problema", Emma respondeu sem hesitar. "Vou solicitar agora mesmo. Não se força o que não é para ser. Ambos temos liberdade de escolha. Já que você não quer, dissolver o vínculo é o certo."

Aquele homem a apavorava demais. Sim, as regras interestelares diziam que machos não podiam ferir fêmeas, e que um par não poderia, em hipótese alguma, ferir sua dama. Mas regras são palavras, e sempre há quem encontre brechas. Não faltavam histórias sobre pares que haviam arquitetado "acidentes" para se livrar de suas damas.

Emma conhecia bem sua própria situação e força. Ela não era páreo para esse homem em aspecto algum. Se ele decidisse matá-la, provavelmente seria fácil como tirar doce de criança.

O olhar de Drake pousou nela, preguiçoso, ao ouvir a resposta. Ele não esperava que aquela fêmea frágil fosse tão sensata.

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