Naquela noite...
Lucia dormiu muito bem.
Ela não achou que fosse se acostumar com o sofá, mas acabou dormindo muito melhor do que imaginava.
Ela não acordou nem uma vez sequer, tampouco teve dores nas costas e na lombar. Ao invés de frio, ela se sentia bem aquecida.
Ela se deu conta dessas coisas em um estado semi-consciente.
Então, ela de repente sentiu algo se aproximando por trás dela.
A pessoa em questão a envolveu em seus braços.
Foi um gesto muito natural.
Era como se...
Neste momento, Lucia acordou de vez.
Ao abrir os olhos, ela pôde ver claramente que estava deitada na cama enquanto o sofá se encontrava vazio à sua frente.
Ela logo soube que a pessoa por trás disso era Alonso!
Pensando nisso...
Lucia ficou furiosa!
Ela se remexeu, tentando se livrar dos braços dele.
Um misto de raiva e frustração a fizeram querer explodir.
Afinal, ela e Alonso tinham passado a noite na mesma cama.
Só os dois!
"Srta. Balstone, pare de se mexer", resmungou Alonso.
Lucia travou o maxilar.
"É muito difícil para um homem ter que se segurar enquanto uma mulher flerta com ele."
Quem estava flertando com ele?
Naquele momento, Lucia quis esganá-lo.
"Vamos dormir um pouco mais. Ainda estou com sono", Alonso sussurrou em seu ouvido.
O corpo inteiro de Lucia petrificou naquele instante.
Alonso era ótimo em seduzir as pessoas, portanto, não era de se estranhar que ele conhecesse todos os pontos sensíveis de uma mulher.
Desde pequena, Lucia temia que alguém tocasse em sua orelha, pois ela sempre ficava vermelha e começava a coçar quando faziam isso.
"Alonso! Quem mandou você me trazer para a cama?" Ao ver que não conseguiria se livrar dele, ela perdeu a paciência.
"Quem disse que eu a trouxe para cá?" Perguntou ele.
Lucia ficou atordoada.
"Você subiu na minha cama sozinha no meio da noite e me deu um baita susto. Quase perdi minha dignidade." Ainda havia um traço de temor em sua voz.
"Eu subi na cama sozinha?" Por que ela não tinha nenhuma lembrança disso?
"Exatamente. Você subiu aqui sozinha no meio da noite e estava gelada de tanto frio. Fui eu quem te esquentei."
"Quem te pediu para me esquentar?" Lucia ficou furiosa outra vez.
Quem poderia dizer como ele conseguiu esquentá-la?
"Se eu não a ajudasse, você mesma teria me abraçado. Há marcas das suas mãos em minhas roupas. Quer se virar para dar uma olhada? Você rasgou minhas roupas ontem à noite..."
"Pare com isso!" Lucia não aguentava mais.
Seu rosto corou imediatamente.
Ela estava muito vermelha.
Ela não sabia se Alonso estava falando a verdade ou não.
Sinceramente...
Lucia não estava interessada em saber os detalhes da noite anterior.
"Eu quero me levantar, então, me solte", ela protestou.
"Você é tão macia que não suportarei me separar de você."
"Alonso."
"Apenas deixe-me abraçá-la por mais dez minutos. Então, irei soltá-la."
"Não."
"Vinte minutos."
"Alonso!"
"Meia hora."
Ah, que se dane!
"Dez minutos!" Lucia finalmente cedeu.
As empregadas também já haviam informado o médico particular de Alaina sobre o ocorrido.
A cena era bem caótica.
Gabriella abraçava sua filha, tentando confortá-la. Ela estava com muito medo de que algo realmente terrível acontecesse com ela.
Neste momento, Fletcher também ficou ansioso. Ele não pôde deixar de dizer: "Por que ela passou mal de repente? O médico não disse que ela estava bem quando veio vê-la ontem?"
"Sim, sim, sim, mas... Poppy desapareceu", a empregada explicou depressa. "Todo dia de manhã, a Srta. Alaina faz carinho em Poppy quando acorda. No entanto, ela não viu a gata ao se levantar hoje. Ela nos pediu para encontrá-la, mas... A Srta. Alaina ficou tão ansiosa que, de repente, passou mal... Sinto muito, senhor. Não conseguimos encontrar Poppy a tempo."
"Poppy não é de correr por aí. Ela deve estar em algum lugar pela casa ou talvez tenha ficado presa em um quarto. Diga para todos os empregados procurarem Poppy. Agora!" Fletcher estava muito nervoso.
A emprega, então, saiu depressa.
"Vamos procurá-la também", informou Andrew. "Irmãos, vamos achar Poppy para Alaina."
Todos assentiram.
Assim que eles deixaram o quarto...
Eles viram a empregada que tinha acabado de sair voltar com Poppy em seus braços.
Entretanto, ela voltou com o cadáver da gata.
"O tio Zane acabou de encontrá-la na piscina lá fora. Quando ele foi tentar salvá-la, ela já havia..." A empregada começou a chorar.
Ela realmente não sabia o que fazer.
Naquele momento, ninguém sabia o que fazer com aquela informação.
Alaina, que ainda estava no quarto, perguntou de repente: "Vocês a encontraram?"
"Não, ainda estamos procurando." Andrew mentiu.
Ele preferia mentir e dizer que Poppy ainda estava perdida do que deixar sua irmã ver seu corpo.
Depois de dizer isso, ele estava prestes a pedir à empregada para levar Poppy embora.
Mas naquele instante...
Alaina deixou seu quarto com a ajuda de Gabriella.
Enfraquecida, ela murmurou: "Eu posso sentir que Poppy está aqui..."
Então...
Ninguém podia esperar algo assim.
Alaina viu o cadáver de Poppy nos braços da empregada.
O rosto já pálido da garota ficou ainda pior. Era como se ela tivesse perdido toda sua vitalidade de repente. Tudo o que restava era uma casca vazia. Então, ela olhou para a cena diante de si, impotente, enquanto suas lágrimas caíam como pérolas quebradas. "Não, não, isso não pode ser verdade..."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Novo Começo Após o Renascimento
Está dando erro ao tentar desbloquear a partir do capítulo 970...
Boa tarde, alguém sabe me dizer qual aplicativo tem esse livro, obrigado...
Cadê atualização? Faz tempo...
Sera que vai ter continuação ?...
Quando terá mais atualização? Ótimo livro, gostaria de poder ler mais capítulos......