"Não, não, isso não pode ser verdade..." Alaina olhou para a gata morta como se não pudesse aceitar aquilo.
Seu rosto estava extremamente pálido, como se ela estivesse à beira de um colapso. Ela nem parecia estar respirando. Era como se ela pudesse falecer a qualquer momento.
Morrendo de medo, Gabriella tentou consolar a filha: "Alaina, não me assuste desse jeito. Eu prometo que vou encontrar outra gata para você igualzinha a Poppy, tá?"
Sua voz soava muito gentil naquele momento.
Tanta ternura poderia machucar Alaina se ela usasse o mínimo de força.
Mas ela foi muito cuidadosa.
"Não, não há outra gata como Poppy. Não há." As lágrimas dela não paravam de cair. Ela parecia ter enlouquecido.
Ela continuava murmurando baixinho, como se estivesse dentro do seu próprio mundo.
A essa altura, ela já não conseguia escutar a mais ninguém do lado de fora.
Os outros também não ousaram falar mais nada.
Eles temiam que o menor som pudesse assustar Alaina.
Todos olharam para a garota com preocupação.
De repente, Alaina ergueu a cabeça, parecendo ter perdido a sanidade. Seus olhos ficaram vermelhos de ódio enquanto ela gritava com Lucia: "Foi você? Você matou Poppy porque ela a atacou ontem? Você..."
Lucia moveu seus olhos ligeiramente.
Então, era isso.
No final, as coisas caminharam na direção que ela esperava.
Lucia já tinha se preparado para enfrentar qualquer coisa quando soube que Alaina havia passado mal.
Claro que ela não podia descartar a possibilidade da garota ser verdadeiramente gentil. Afinal, ela não queria causar nenhum conflito na família Callen.
Naquele instante...
Todos no quarto se viraram para Lucia, avaliando-a com um olhar estranho.
Eles pareciam ter acolhido a acusação de Alaina.
Mesmo que tivessem dúvidas, ninguém iria refutar a garota naquele momento.
Afinal, ela poderia ficar mais agitada caso alguém a retrucasse. Portanto, ninguém ousou fazer isso.
Lucia comprimiu os lábios.
Ela estava prestes a dizer algo quando Alaina caiu no chão de repente.
Chocada, Gabriella se apressou em segurar a filha em seus braços.
Fletcher também ficou bastante assustado. Então, ele gritou: "A ambulância ainda não chegou? Onde ela está?"
Uma empregada subiu às escadas correndo e respondeu: "Senhores, a ambulância está na porta."
"Depressa, vamos levar Alaina para o hospital agora!"
Andrew, então, aproximou-se e pegou a irmã no colo antes de descer as escadas e levá-la direto para a ambulância.
Os demais familiares também os seguiram. Enquanto uns entraram na ambulância com eles, outros foram para o hospital de carro.
Lucia também estava entre eles.
Junto de Alonso e Allison, ela esperou na porta até Anthony sair com o carro.
Allison zombou dela: "Achei que você fosse mais inteligente."
Lucia apenas olhou para ela sem dizer nada.
De repente, ela sentiu uma mão segurar a sua com força, como se estivesse tentando consolá-la.
Na verdade...
Ela estava bem.
Ela já havia se preparado mentalmente para qualquer coisa, portanto, não foi difícil para ela aceitar o que aconteceu.
Em poucos instantes, o carro de Anthony parou na frente deles.
Os três se acomodaram dentro do veículo.
Então, foram todos para o hospital.
A família Callen estava aguardando em frente a sala de emergência.
Os olhos de Gabriella estavam cheios de lágrimas naquele momento. Ela temia que algo de ruim acontecesse com Alaina.
Ao lado dela, Fletcher a confortava, embora também estivesse se sentindo péssimo.
Os outros também estavam muito ansiosos e em silêncio.
Cerca de meia hora depois...
A porta da sala de emergência se abriu.
"Vá logo", exigiu ela.
Alonso comprimiu os lábios antes de seguir os outros.
Lucia e Gabriella ficaram a sós no corredor.
Aquele espaço parecia um tanto rígido.
Lucia tomou a iniciativa de quebrar o silêncio entre elas. "Mãe, apenas diga o que precisa dizer."
Com um suspiro, Gabriella disse: "Se não fosse pela minha filha tão adorada, jamais estaria passando por isso."
"Eu sei que amor de pai e mãe é incondicional", Lucia argumentou com um sorriso.
Na verdade, Lucia já imaginava o que ela queria dizer.
"Eu realmente não acho que você tenha algo a ver com a morte de Poppy. Mas agora há pouco, o médico me disse que Alaina não quer vê-la. Ela não a culpa, nem pensa que você matou a gata, mas ela não consegue olhar para você e não pensar nela. Isso está a deixando nervosa e..." Gabriella pareceu não conseguir continuar mais.
Para uma dama de família rica e poderosa tão bem-educada, era bem difícil dizer algumas palavras indelicadas.
Lucia respondeu: "Fique tranquila, eu não irei ver Alaina."
Gabriella assentiu, impotente.
Em seguida, ela segurou a mão de Lucia sem saber o que dizer. Seu silêncio parecia dizer mais do que palavras.
"Irei embora agora mesmo do hospital para que Alaina não me veja. No entanto, eu deixei algo na mansão e precisarei voltar até lá para buscar", explicou Lucia.
"Vou pedir a Alonso que te leve de volta", Gabriella falou rapidamente.
Ela estava feliz por Lucia ser tão compreensiva.
"Não há necessidade. Alonso deve estar muito preocupado com Alaina. Deixe que ele fique mais tempo aqui com ela. Eu posso voltar sozinha", Lucia recusou.
No momento seguinte, ela se virou e foi embora.
Neste instante, um sorriso de escárnio apareceu em seu rosto.
Obviamente, ela não iria até a mansão para pegar algo que deixou lá.
Em vez disso, ela voltaria para descobrir a verdade.
Como ela havia dito antes...
Olho por olho, dente por dente era jogo limpo agora!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Novo Começo Após o Renascimento
Está dando erro ao tentar desbloquear a partir do capítulo 970...
Boa tarde, alguém sabe me dizer qual aplicativo tem esse livro, obrigado...
Cadê atualização? Faz tempo...
Sera que vai ter continuação ?...
Quando terá mais atualização? Ótimo livro, gostaria de poder ler mais capítulos......