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Novo Começo Após o Renascimento romance Capítulo 75

Após deixar a sala de segurança, Lucia voltou para a sala da mansão da família Callen.

Os empregados não se atreveram a se reunir novamente. Cada um cuidava dos seus afazeres com uma expressão séria no rosto. Ninguém ousava dizer uma palavra enquanto Lucia estivesse por perto.

"Qual é o quarto de Diana?" Lucia perguntou a uma empregada.

"Siga nessa direção e saia pela porta. Então, você verá uma fileira de quartos, que é onde os empregados ficam. O quarto de Diana é o terceiro", a empregada disse depressa em um tom de quem obviamente estava tentando agradá-la.

Lucia assentiu.

Em seguida, ela foi até o quarto de Diana e bateu na porta dela.

Uma voz aterrorizada veio lá de dentro. "Quem é?"

"Aqui é a Lucia", ela respondeu. "Gostaria de falar com você. Abra a porta."

A mulher ficou em silêncio por alguns segundos antes de responder: "Tá, já vou."

Então, ela abriu a porta.

À primeira vista, Diana parecia bem emocionalmente, mas seus olhos e nariz avermelhados deixavam claro que ela andou chorando.

"Posso entrar?" Lucia perguntou.

"Ah... Sim, claro." Era óbvio que Diana estava um pouco confusa.

Mesmo assim, ela deixou Lucia entrar.

Assim que ela entrou, ela percebeu que havia muito pelo de gato pelo quarto.

Parecendo notar o olhar de Lucia, Diana explicou depressa: "Poppy vinha ao meu quarto com frequência, mas jamais podia esperar que ela..."

"Você se dava bem com Poppy, não é?" Perguntou Lucia.

"Fora a Srta. Alaina, eu passava a maior parte do meu tempo com Poppy."

"Você deve estar arrasada pela morte dela."

Diana assentiu. "Sim."

"A propósito, há quanto tempo você cuida da Srta. Alaina?"

"Há uns 8 anos."

"Nesse caso, você deve saber muito bem com o que a Srta. Alaina mais se importa, não é?"

"Claro, eu sei tudo sobre ela."

"Então, por que você não cuidou direito de Poppy, mesmo sabendo o quão importante ela era para a Srta. Alaina?" Lucia indagou.

Diana ficou atordoada.

Ela ficou surpresa com a mudança repentina no tom de Lucia.

"Será que você não cuidou direito de Poppy de propósito?"

"Não, eu não faria algo assim de propósito. Eu sei o quanto a Srta. Alaina gostava de Poppy. Eu dei o meu melhor para cuidar dela. Fiz mais por ela do que pelos meus irmãos mais novos", Diana retrucou rapidamente.

"Você tem irmãos?" Lucia perguntou.

"Sim, minha família é pobre. Eu saí de casa para trabalhar quando ainda era bem jovem. Eu me esforcei bastante para conseguir um emprego na casa da família Callen. Eles são muito generosos com seus empregados. Estou muito feliz por trabalhar aqui."

"Esse trabalho te ajuda a sustentar sua família?"

"Como eu disse, minha família é pobre. É meu salário que sustenta todo mundo e paga as mensalidades escolares e moradia dos meus irmãos."

"Isso quer dizer que você tem muito medo de perder esse emprego."

"Farei meu melhor sempre para cumprir minhas responsabilidades", Diana jurou.

"Tá, entendi. Só estava perguntando." Lucia olhou para Diana e mudou de assunto de repente. "Quanto a Poppy, quem você acha que pode ter a ver com a morte dela?"

O tom de Lucia era muito suave.

Era como se ela tivesse conversando normalmente.

"E-eu realmente não sei." Diana estava em pânico.

"Não posso deixar de ficar intrigada. Afinal, as pessoas não dizem que os gatos têm sete vidas? Como Poppy foi se afogar desse jeito?" Lucia foi perguntando aos poucos.

Diana piscou sem dizer nada.

"Por falar nisso, ouvi dizer que os gatos têm uma conexão muito forte com o mundo espiritual. Mesmo depois de mortos, suas almas voltam para visitar a pessoa que cuidava deles. Não sei se isso é verdade, mas se Poppy voltar, lembre-se de perguntar como foi que ela morreu. Se tudo não passou de um acidente, era seu destino. Caso contrário, você deve descobrir a verdade para que Poppy possa descansar em paz."

As palavras de Lucia deixou Diana estressada.

Ela não pôde deixar de argumentar em pânico: "Como uma gata poderia ter uma alma? Isso é mentira."

"Só estou comentando." Lucia parecia indiferente. "Vim aqui apenas para saber mais sobre a relação entre Poppy e a Srta. Alaina. Isso é tudo."

"Vou levá-la até a porta então."

"Não há necessidade."

Lucia acenou com a mão antes de sair.

Assim que ela atravessou a porta, um sorriso de escárnio apareceu em seu rosto.

Então, ela voltou para a sala e chamou Julia outra vez.

A empregada ainda estava morrendo de medo dela. "Sim, Sra. Callen."

"Você está com o seu celular aqui?" Lucia perguntou.

Julia rapidamente pegou o aparelho.

"Abra para mim."

Portanto, ela encontrou o momento certo para colocar seu plano em prática.

Mais uma vez, ela foi até o quarto de Diana.

Ela esperou na porta por um bom tempo.

Mais tarde...

Julia saiu do quarto.

Ela se virou para Lucia.

Por fim, ela estendeu a mão para a empregada.

Julia rapidamente entregou seu celular para Lucia. O áudio com o som de miado de gato que ela baixou ainda estava lá.

Lucia, então, guardou o aparelho no bolso.

Ao entrar no quarto, ela viu Diana lá dentro. A empregada estava com o rosto extremamente pálido.

Assim que ela viu Lucia, a expressão no rosto de Diana mudou. Forçando um sorriso, ela se dirigiu respeitosamente a ela: "Sra. Callen, você quer falar comigo?"

"Eu já estou indo embora. No entanto, há algo que queria dizer a Srta. Alaina. Como ela ainda não está muito bem, gostaria de lhe pedir para dar meu recado a ela."

"Tá." Diana assentiu rapidamente.

"Diga à Srta. Alaina que eu não tenho nada a ver com a morte de Poppy e que estou muito preocupada com sua saúde. Espero que ela consiga se recuperar desse trauma o mais rápido possível."

Enquanto falava...

Lucia colocou a mão no bolso, onde estava o celular. Então, ela ligou o áudio do gato miando.

O rosto de Diana mudou imediatamente.

No entanto, Lucia continuou a dizer calmamente: "Quando ela melhorar, vou levá-la para escolher outra gata tão fofa quanto Poppy... Diana?"

De repente, a empregada voltou a si.

"Você está me ouvindo?"

"Sim, Sim", ela respondeu com pressa. Naquele momento, ela parecia horrorizada. "Você ouviu alguma coisa?"

"Ouvi o quê?" Lucia ficou surpresa.

"Não, não, não." Diana balançou a cabeça rapidamente.

Ela parecia ter enlouquecido.

Lucia continuou a observar a expressão no rosto dela.

Afinal, as pessoas costumavam a ficar nervosas após fazerem algo ruim.

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