No quarto de Diana...
Um miado de gato podia ser ouvido sem parar.
Lucia fingiu não escutar nada.
Ela apenas transmitiu o recado que queria que Diana desse a Alaina.
Em seguida, Lucia a lembrou: "Dê meu recado à Alaina quando ela estiver mais calma."
"Sim, sim, Sra. Callen." Naquele momento, Diana estava tão perturbada que seu rosto ficou pálido.
Ela provavelmente não tinha ouvido uma palavra do que Lucia disse.
Lucia, por sua vez, fingiu não notar a mudança no rosto de Diana ao se virar para sair.
A essa altura, Lucia já tinha desligado o áudio há algum tempo. Afinal, ela tinha medo de Diana desconfiar de alguma coisa caso o miado parasse assim que ela tivesse saído.
Evidentemente...
A empregada não seria capaz de raciocinar muito sobre isso, levando em conta o quão assustada ela estava.
Ao sair do quarto, Lucia deixou a porta entreaberta de propósito.
Diana estava tão chocada que não percebeu nada.
Ela deixou tudo o que estava sentindo vir à tona depois de ver que Lucia tinha ido embora.
Seus olhos estavam vermelhos e cheios de água.
Suas lágrimas não paravam de cair.
Em seguida, ela murmurou: "Eu não pretendia te matar, Poppy. Realmente não foi por querer. Foi a senhorita Alaina quem me pediu para fazer isso. Se você estiver insatisfeita, não venha se vingar de mim. Procure a Srta. Alaina, tá? Eu só fiz isso pelo bem da minha família, que ainda precisa de mim para sustentá-la. Só estava tentando manter o meu emprego. Eu a imploro, por favor, não venha tirar satisfações comigo, está bem? "
Diana parecia estar sofrendo muito em seu quarto.
Ela não conseguia se conformar com o fato de ter afogado Poppy. Após o ocorrido, ela apenas seguiu as instruções de Alaina e levou o corpo sem vida da gata para ela enquanto ambas encenavam. Depois disso, Diana se trancou em seu quarto, onde não conseguia parar de pensar em Poppy com seus olhos abertos voltados para ela no instante em que morreu.
Diana estava um pouco arrependida por ter feito o que fez apenas para manter seu emprego. Afinal, ela havia passado por cima da sua consciência por conta disso.
Assim que ela pensou em Poppy, sua saúde mental entrou em colapso.
No final das contas, era ela quem cuidava da gata como se fosse sua própria filha.
Fora Alaina, Poppy era muito apegada a ela também.
No entanto, ela matou aquela gatinha com suas próprias mãos.
Como resultado, Diana não suportou a culpa e foi se esconder desesperada no quarto para tentar se acalmar.
Ela só não podia esperar que Lucia fosse até lá para vê-la.
Diana se esforçou muito para manter a compostura para que ninguém suspeitasse dela. Mas, de repente, ela ouviu o miado de Poppy quando Julia veio procurá-la e depois enquanto Lucia estava no quarto também... Da primeira vez, Diana pensou que pudesse ser apenas fruto de sua imaginação, mas o miado era muito real!
Ao se lembrar do que Lucia havia dito sobre a conexão dos gatos com o mundo espiritual, ela ficou muito assustada.
Não!
Ela precisava enterrar Poppy.
Ela iria enterrá-la muito bem e encontrar um sacerdote para ajudá-la a fazer a passagem.
Então, ela descansaria em paz.
Com isso em mente, Diana correu para a porta.
Mas no momento em que ela se virou...
Ela ficou em choque.
Afinal, Lucia ainda estava na porta. Ela nunca havia ido embora.
Ela tinha certeza...
Sem dúvidas, ela tinha tinha visto Lucia partir.
Por que ela voltou de repente?
Naquele instante, Diana pensou nas palavras que havia murmurado para si mesma.
"Sra. Callen, por favor, não conte nada aos meus patrões. Não conte nada a ninguém. Não posso perder este emprego. Não posso mesmo. Ainda tenho dois irmãos para ajudar a sustentar. Se eu ficar desempregada, eles não poderão estudar. Eu te imploro!"
As lágrimas da empregada continuavam a escorrer pelo rosto dela, assim como o catarro em seu nariz.
Diana estava tão desesperada que não aguentou mais.
Neste momento, Lucia guardou seu celular. Ela parecia indiferente ao sofrimento da empregada.
Em seguida, ela disse: "A culpa não é sua. Foi Alaina quem mandou você fazer isso."
"A Srta. Alaina, ela também..." Diana ainda tentou ficar do lado da garota.
"Eu sei quais são os motivos de Alaina ter feito isso, então, não precisa se explicar por ela. Se você quer mesmo que eu a ajude a continuar trabalhando nesta casa, ou mesmo se você for demitida, basta fazer o que eu disser que prometo que você não irá se dar mal", Lucia garantiu.
Diana a olhou com certa desconfiança.
Lucia, por sua vez, não perdeu tempo em dizer a ela o seu plano.
Diana balançou a cabeça depressa. "Não, não posso trair a Srta. Alaina. Ela é muito gentil comigo, não posso traí-la dessa forma."
"Quer você a traia ou não, essa é a verdade. Se eu mostrar esse vídeo para o restante da família Callen, o que acha que ainda vai conseguir esconder? A menos que você minta e diga que a forcei a fazer esse vídeo", Lucia argumentou friamente.
"Não, não, eu jamais me atreveria a acusá-la injustamente", Diana rapidamente negou, assustada.
Lucia havia imaginado que ela não teria coragem de fazer isso.
Levando em conta a culpa que ela sentia pela morte de Poppy, Lucia deduziu que Diana não era mau-caráter, o que lhe dava a oportunidade de negociar com ela.
"Então, me diga a verdade" Lucia tentou persuadi-la. "Você não estará traindo a Srta. Alaina, mas sim a ajudando. Você deve saber o quão errada ela está, certo?"
Diana não respondeu. Ela apenas mordeu o lábio inferior sem saber o que fazer.
"É errado Alaina gostar de Alonso, não é?" Lucia esclareceu.
Diana ficou atordoada.
Então, ela encarou a outra mulher.
Ela parecia surpresa por Lucia saber sobre isso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Novo Começo Após o Renascimento
Está dando erro ao tentar desbloquear a partir do capítulo 970...
Boa tarde, alguém sabe me dizer qual aplicativo tem esse livro, obrigado...
Cadê atualização? Faz tempo...
Sera que vai ter continuação ?...
Quando terá mais atualização? Ótimo livro, gostaria de poder ler mais capítulos......