Rogério finalmente entendeu que era sobre isso.
“Antes de voltar, ordenei que a posição de cada objeto em meu quarto, até mesmo de uma caneta, não fosse alterada.”
“O resto é memória.”
Paloma olhou ao redor. De fato, tudo estava perfeitamente organizado, sem nenhuma mudança.
Mesmo assim, ela não pôde deixar de admirá-lo.
Se todas as pessoas no mundo fossem cegas, Rogério ainda agiria como se pudesse ver. Algumas pessoas nascem para liderar.
“Você é incrível.” ela disse com sinceridade.
Fazia muito tempo que Paloma não elogiava Rogério. Ao ouvir o elogio inesperado, um sorriso involuntário surgiu em seus lábios, e ele apertou a mão dela.
“Tola.” A atmosfera no ar tornou-se subitamente um pouco ambígua.
O rosto de Paloma ficou inexplicavelmente vermelho: “Solte-me, eu vou… limpar o chão.”
“Certo.”
Rogério obedeceu e soltou a mão dela.
Paloma sentiu a palma da mão que ele segurava ficar quente e suada.
Ela não pensou muito, pegou um esfregão e limpou a água do chão.
Depois de terminar, ela viu Rogério parado em frente à janela de vidro, sua figura alta bloqueando a maior parte da luz que vinha da varanda.
O homem se virou, seu rosto severo e nobre.
Rogério estava prestes a dizer algo quando a voz de um empregado soou na porta: “Senhor, senhora, a matriarca chegou.”
Mal a voz terminou, Sônia já havia entrado com vários empregados.
“Onde está o Alexandre?”
Ela entrou e olhou ao redor.
Rogério respondeu: “Está lá em cima, dormindo.”
Sônia ouviu e sentou-se no sofá.
“Então eu espero ele acordar.”
Rogério, no entanto, quebrou seu momento de felicidade: “Alexandre não é meu filho.”
Sônia ficou atônita.
“O que você disse?”

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