Antes mesmo de Paloma entrar, o olhar de Marcos não se desgrudou dela.
Ele se levantou, afastando a cadeira, e disse: “Irmão mais velho, cunhada.”
Paloma sorriu educadamente para ele.
Essa cena foi como um espinho nos olhos de Aline. Ela reprimiu a raiva em seu coração e, seguindo Marcos, cumprimentou: “Cunhada, irmão.”
Rogério a ignorou e, depois que Paloma se sentou, sentou-se ao lado dela.
Paloma, por consideração aos outros presentes, não a desrespeitou e respondeu com um aceno.
Ao se sentar novamente, Aline deliberadamente segurou o braço de Marcos.
“Marcos, o filho do irmão mais velho e da cunhada é tão adorável.”
O braço de Marcos enrijeceu, e um traço de repulsa brilhou em seus olhos.
Ele discretamente afastou a mão de Aline e fixou o olhar em Alexandre. De fato, ele se parecia muito com o irmão mais velho.
Sônia também, desde que Alexandre entrou, não parava de olhá-lo.
Embora Paloma dissesse que Alexandre não era filho de Rogério, ela ainda não acreditava.
Se a criança fosse de Adriano, por que um ficaria com Estela e o outro com ela?
E Mauro ainda tinha o sobrenome Franco, o que não fazia sentido algum.
“Alexandre, venha, sente-se ao lado da vovó.” Sônia disse com uma rara doçura.
Ao ouvir isso, a boca de Alexandre se abriu ligeiramente: “Quem é você? Minha avó já morreu há muito tempo.”
Todos os presentes ficaram atônitos.
O rosto amável de Sônia congelou instantaneamente.
Seu olhar gelado se voltou para Paloma: “Foi você quem o ensinou? Desejando a minha morte?”
Paloma sentiu que estava levando a culpa por algo que não fez e estava prestes a explicar que a avó a quem Alexandre se referia era Glória.
Alexandre se colocou na frente de Paloma para defendê-la.
“Velha senhora, como você fala com a minha mamãe? Minha avó realmente já morreu. Você não é minha avó, por que diz que minha mamãe te amaldiçoou?”

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