Na noite anterior, Sandro Marques havia chegado em casa de um jantar de negócios quase de madrugada.
Ele bebera bastante e sentia-se terrivelmente mal.
Assim que pegou a bebida para curar a ressaca que a empregada lhe ofereceu, Dona Marques desceu as escadas com dificuldade.
Dona Marques estava furiosa.
Ela tomou a bebida da mão de Sandro Marques antes que ele pudesse terminar.
— Beber, beber... você ainda tem ânimo para beber?
Sandro Marques ficou atordoado.
— Mãe, ficou louca?
Dona Marques colocou as mãos na cintura, parada diante de Sandro Marques.
— Eu estou te avisando: fique longe daquela mulher. De hoje em diante, proíbo você de vê-la. Isso é uma ordem.
Era a mesma ladainha de sempre.
Ele já estava cansado de ouvir aquilo.
Sandro Marques não deu importância e levantou-se para ir ao seu quarto.
Mas, desta vez, a atitude de Dona Marques foi firme.
Ela o puxou de volta para o sofá.
— Estou falando com você. Ouviu o que eu disse?
Dona Marques desabafou.
— Nunca vi uma mulher tão sem educação. Ela é uma barraqueira, uma praga.
Ao ouvir isso, Sandro Marques começou a entender a situação.
— A senhora foi procurá-la?
— Eu não perderia meu tempo procurando por ela. Acontece que nos encontramos hoje. Não imaginava que ela fosse pior do que eu pensava. Uma mulher desse nível querendo entrar para a família Marques? Sonhe.
A embriaguez de Sandro Marques desapareceu instantaneamente.
Ele sabia o quão cruel a mãe podia ser ao falar de Amanda Soares.
Era fácil imaginar o quão desagradável havia sido aquele encontro.
Sandro Marques franziu a testa, irritado.
— Mãe, por que a senhora foi mexer com ela? Além disso, ela nem liga para a família Marques. Sou eu quem vive insistindo.
Dona Marques gritou.
— Besteira! Se ela não estivesse usando truques sujos para te seduzir, você olharia para ela? Essas vagabundas são as mais calculistas. Só você para ser enganado como uma criança.
Era impossível argumentar.

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