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O Amor Me Cegou, Eu Me Iluminei romance Capítulo 87

Beatriz Rebelo ficou pasma, com o rosto cheio de incredulidade.

— Não, é impossível. A máquina de vocês deve estar com problema.

A vendedora explicou com um sorriso forçado.

— Acho que não. Eu tentei em duas máquinas diferentes, e seu cartão realmente não foi aprovado.

Beatriz não conseguia acreditar.

— Impossível! Eu usei este cartão ontem mesmo para comprar uma bolsa...

A boca de Bárbara parecia envenenada, cada frase mais cortante que a anterior.

— O que aconteceu? O cartão não funciona mais? Não estava toda arrogante agora há pouco? E agora murchou. Adoro ver gente cretina tentando se exibir e falhando miseravelmente. É melhor que cinema.

Beatriz segurava o cartão black com tanta força que as marcas ficaram em sua palma, seu rosto alternando entre pálido e vermelho.

Ela encarou Amanda, de repente fazendo uma conexão.

— Foi você! Com certeza foi você quem fez isso!

Ao ouvir isso, Amanda cobriu a boca com a mão e riu suavemente.

— Srta. Rebelo, quando Januario Pereira lhe deu este cartão, ele não mencionou que o limite diário de gastos do cartão adicional não pode exceder dois milhões?

Seus belos olhos se voltaram para a etiqueta de preço na vitrine.

— Este vestido custa dois milhões e oitenta mil. Srta. Rebelo, mesmo com o cartão adicional do Diretor Pereira, parece que você não pode comprá-lo.

Os olhos de Beatriz se arregalaram, seu peito subindo e descendo violentamente de raiva.

Recentemente, Januario Pereira tentara dispensá-la com dinheiro, mas ela não estava disposta a largar o osso que havia agarrado com tanto custo.

Chorando, ela disse a Januario que o amava por quem ele era, não por seu dinheiro, e que nunca o deixaria.

Quanto ao cartão adicional, Januario o havia esquecido por acaso.

Como ele não queria vê-la, ela simplesmente não o devolveu.

Mas Beatriz não era tola. O que podia gastar, gastava.

Na primeira vez que usou o cartão, enviou uma mensagem a Januario para avisá-lo.

Ele não respondeu, e ela interpretou isso como uma aprovação tácita.

Ela também presumiu que podia gastar o quanto quisesse com o cartão.

Nesse tempo, comprou roupas, bolsas e joias, e o pagamento sempre foi aprovado.

Ela nunca imaginou que o cartão tivesse um limite diário.

— A senhora... a senhora também é cliente do cartão black deste banco? E o seu é o cartão principal?

Ela, que vestia as roupas mais simples, que somadas não valiam mil reais, tão jovem e já com tanto poder?

O arrependimento corroeu a vendedora por dentro.

Ela fora cega e quase perdeu uma cliente tão valiosa.

Com um sorriso bajulador no rosto, a vendedora estendeu a mão para pegar o cartão black de Amanda.

Mas Amanda ofereceu o cartão a outra vendedora.

— Poderia cuidar do pagamento para mim?

A vendedora que estava parada ao lado, atônita, foi chamada de repente e ficou um pouco perdida.

Então, ouviu a voz suave de Amanda.

— Uma comissão de dezenas de milhares. Não vai querer?

A vendedora chamada imediatamente recobrou o juízo e pegou o cartão black de Amanda com um sorriso radiante.

— Senhora, é um prazer atendê-la. Vou cuidar do pagamento agora mesmo.

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