— Sua mulherzinha, você está pedindo para apanhar.
Pela sua postura, Henrique Vilhena estava prestes a agredi-la.
Um brilho afiado passou pelos olhos de Amanda.
Ela pegou a taça de vinho da mão de um homem que passava por perto e atirou o conteúdo no rosto de Henrique Vilhena.
Parada diante do homem encharcado, Amanda não mudou de expressão.
— A boca do Sr. Vilhena está suja. Apenas o ajudei a limpá-la. Não precisa me agradecer.
Henrique Vilhena a fuzilou com os olhos.
— Você...
Mas antes que pudesse terminar a ofensa, o homem de quem a taça fora tomada o interrompeu com um olhar frio.
— Henrique Vilhena, quem você pensa que ela é para ofendê-la?
Aquela voz?
Amanda virou-se bruscamente para o homem, surpresa.
Era Lucas Rocha.
Na Cidade G, a família Rocha era uma dinastia centenária.
Apesar de terem perdido parte de seu poder nos últimos anos, suas raízes profundas ainda garantiam um lugar de destaque na cidade.
A posição de Henrique Vilhena não era suficiente para enfrentá-los, então ele teve que engolir o desaforo.
Ele lançou um olhar furioso para Amanda, bufou e se afastou, contrariado.
Quanto a Amanda, ela não tinha o menor interesse em reencontrar velhos conhecidos, especialmente o canalha que a abandonou quando ela ficou cega.
Amanda continuou andando, mas Lucas Rocha a seguiu.
— Amanda, há quanto tempo.
Ela caminhou até a mesa do buffet e, enquanto escolhia algumas frutas, perguntou sem sequer olhá-lo nos olhos:
— Diretor Rocha, algum problema?
Na verdade, Lucas Rocha sabia que Amanda era uma boa pessoa.
Quando estavam juntos, ela era gentil, amável, bonita e generosa, sempre o colocando em primeiro lugar.
Mas, por algum motivo, ele começou a se cansar dela, gradualmente se sentindo mais atraído pela passional e extrovertida Cecília Soares.

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