O Amor Perdido romance Capítulo 68

“Dorothy, você está realmente decidida?”

Juelz disse com um toque de felicidade na voz: “Não fique triste. São águas passadas. Enquanto você quiser, eu sempre estarei ao seu lado. Não me importo se você não nos casarmos, mas não vou deixá-la sozinha, mesmo que eu me case com outra mulher. Para mim, você sempre será a pessoa mais importante! Está surpresa ou comovida com minhas palavras?”

“Vamos, abra um sorriso se você estiver feliz!”

Dorothy podia sentir o calor gerado por suas palavras calorosas e preocupações sinceras.

Naquele momento, ela não conseguiu segurar o choro. Suas lágrimas escorreram por suas bochechas. Ela olhou para ele e mostrou-lhe um sorriso choroso, "Obrigada, Juelz."

"Está vendo Credence, acidentalmente salvei a vida de Juelz, e ele me trata como se fosse da família, se preocupa comigo de verdade.”

"Mas e você?"

“Eu te amei por dez anos, dei tudo de mim durante estes quatro anos de casamento e sem reclamar. Mas, você só desprezou meus sentimentos e me forçou a doar meu rim para Rosalie. Você matou o filho que eu carregava e forçou a desistir de você...” Dorothy refletia consigo mesma.

Ela cobriu a boca e encostou-se no banco do passageiro. Seu coração doía tanto, como se seu coração tivesse sido dilacerado.

Adeus, Credence!

......

Juelz, que estava no cruzamento esperando no semáforo, viu um Maybach preto familiar passar perto de seu carro.

O canto de sua boca esboçou um sorriso orgulhoso. Ele rapidamente baixou a janela e acenou com as mãos com orgulho para o homem do carro de luxo e murmurou consigo mesmo, "Adeus!"

Dorothy estava com os olhos cerrados, enquanto se ajeitava no encosto do banco do passageiro. Ela não prestou atenção no que Juelz fizera. Também não reparou que Credence dirigia na direção oposta a que eles iam, ele estava apenas a poucos metros de distância dela.

Ouviu-se um som estridente de frenagem.

Credence estava sentado no carro com uma expressão impassível. Ele olhou pela janela aberta e encarou o carro preto de Juelz, que se afastava.

Ele teve um vislumbre do rosto pálido e esguio de Dorothy.

Ele a encarou, mas ela não percebeu. Ela estava encostada próxima a Juelz e descansando com os olhos fechados.

Era horário de pico, as pessoas estavam indo para o trabalho. Consequentemente, havia muitos veículos circulando, o que tornava impossível enxergar o fim da estrada. Credence não conseguiria manobrar o carro para segui-los.

Credence, carrancudo, acendeu um cigarro. Apenas com um olhar, ele conseguiu decorar a placa do carro de Juelz. Seus olhos estavam calmos como as águas de um lago congelado. Então, ele espedaçou a ponta do cigarro em sua mão.

No próximo cruzamento, ele estacionou o carro no acostamento e ligou para Benjamin. Ele ordenou: "Entre em contato com órgãos de trânsito agora mesmo. O número da placa é A74100. Quero a localização deste carro. Quanto mais detalhado, melhor."

"Sim, senhor."

Benjamin lembrou de um assunto urgente, que precisava ser resolvido. “Sr. Scott, obtive a aprovação oficial do Tabelião Público e estava planejando em enviar para a Sra. Scott. Há alguns minutos liguei para ela, mas não consegui contatá-la. Enviei uma mensagem no WhatsApp e uma mensagem de texto SMS. Mas, até o momento não tive nenhuma resposta.”

Ao ouvir isso, Credence apertou o telefone e disse franzindo a testa: "Espere. Vá ao departamento técnico e peça para excluir as mensagens do WhatsApp e as mensagens de texto que você enviou para Dorothy. Certifique-se de que ela não receberá nenhuma informação sobre o acordo de divórcio."

Dorothy já havia deixado a mansão, com raiva no coração. Seria mais difícil para Credence trazê-la de volta, se ela visse as mensagens.

Depois de receber a resposta afirmativa de Benjamin, Credence desligou a ligação e jogou o celular no banco do passageiro. Ele levou a mão para massagear a testa, que começava a ficar dolorida.

O silêncio não durou nem meio minuto, até que tocasse novamente.

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