— Mamãe, olha! Grace está sorrindo!
A voz animada de Josh quebrou a calma da manhã que preenchia a aconchegante sala de estar.
Althea ergueu os olhos da poltrona onde amamentava a bebê. Seu rosto estava suave, embora o cansaço ainda permanecesse em seus olhos.
— Sim, meu amor... Ela sempre sorri quando ouve a sua voz.
Josh riu, estufando o peito com orgulho enquanto observava a irmãzinha.
— Isso quer dizer que ela gosta de mim.
— Claro que gosta. — Respondeu Althea, a garganta se apertando quando a emoção surgiu de forma inesperada. — Todo mundo gosta de você.
Atrás da grande janela, Lydia observava a cena com um sorriso gentil. Ela estava sentada em sua cadeira de rodas, os dedos batucando de leve no apoio de madeira.
— Você está indo muito bem, Althea. Chase ficaria tão orgulhoso de você.
Althea virou-se para a amiga, os olhos marejados.
— Eu só estou... Tentando sobreviver, Lydia. Alguns dias parecem como caminhar no meio de uma névoa espessa. Mas, toda vez que olho para as crianças...
Sua voz falhou, substituída por um sorriso fraco e agridoce.
— Elas me lembram de continuar respirando.
Lydia assentiu suavemente.
— E vão continuar fazendo isso por você.
— Será que eu realmente vou conseguir?
Lydia sustentou seu olhar, firme e cheio de uma força silenciosa.
— Vai. Você é uma das mulheres mais fortes que conheço, alguém que não desiste facilmente. Lembre-se: você tem Josh e Grace. E tem a mim, Althea.
Althea não respondeu de imediato.
— Não apenas nós... — Continuou Lydia com delicadeza. — Você tem uma família que se importa com você. Nunca ficará sozinha, exatamente como Chase queria. Estaremos sempre aqui.
***
Naquele dia, a atmosfera na casa dos Miller parecia um pouco diferente.
Os funcionários se moviam com rapidez pelo salão principal, organizando papéis e pastas sobre a longa mesa de madeira. Na extremidade do cômodo, Riana Miller estava sentada com Daniel, ambos aguardando a chegada do advogado da família.
— Althea está pronta? — Perguntou Riana em voz baixa, olhando para Lydia.
— Não completamente. — Admitiu Lydia. — Mas ela disse que viria. Acho que... Ela sente que precisa estar aqui.
Seus olhos se voltaram para a escada no momento em que Althea apareceu, caminhando devagar com a pequena Grace nos braços.
— Desculpem por deixá-los esperando. — Disse Althea educadamente, ocupando o lugar preparado para ela.
Josh sentou-se ao seu lado, segurando sua mão com força.
Poucos instantes depois, Daven Callister chegou.
Ele hesitou à porta, parecendo incerto, como se ainda decidisse se deveria entrar.
Riana lhe lançou um olhar bondoso.
— Entre, Daven. Chase queria que você estivesse aqui.
Ele abaixou a cabeça levemente, a voz baixa.
— Eu... Só não quero me intrometer.
— Você não está se intrometendo... — Interveio Daniel, firme, mas caloroso. — Você era amigo dele.
Amigo.
Daven quase riu com amargura da palavra.
Como alguém poderia chamar aquilo que eles tinham de simples amizade? O rótulo doía, não porque ele o rejeitasse, mas porque não chegava nem perto do que ele realmente sentia.
Então o advogado abriu a pasta marrom diante de si, e a sala mergulhou em silêncio.
— Por que Chase faria isso comigo?
Seu tom não era de raiva, mas lágrimas escorriam livremente por seu rosto. Seu olhar se fixou no advogado, trêmulo, misturando confusão e dor.
— Pode me dizer por que Chase faria isso comigo?
— Sinto muito, Sra. Miller. — Respondeu o advogado com cuidado. — Mas acredito que essa decisão veio de uma profunda reflexão. Tenho certeza de que ele tinha seus próprios motivos antes de tomá-la.
— Eu não posso aceitar isso.
Althea se levantou e saiu da sala sem dizer mais nada a ninguém.
O silêncio que se seguiu foi pesado.
Os que permaneceram ali só conseguiram soltar o ar lentamente, compreendendo bem demais por que ela havia reagido daquela forma.
Daven esfregou a nuca, a voz baixa e irregular.
— Por favor... Quanto ao testamento, eu não posso aceitá-lo. Mas, mesmo sem que me peçam, vou cuidar de Althea, exatamente como Chase queria. Só que... Não do jeito que ele quis dizer naquela carta.
— Eu entendo! — Disse Daniel após uma pausa. — Sinceramente, nenhum de nós esperava que Chase escrevesse algo assim. Deve ser difícil para você também, não é?
Daven não hesitou em assentir.
— Não há como eu tomar o lugar dele, Sr. Miller.
— Ninguém pode substituí-lo, Daven. — Disse Riana com delicadeza. — Mas você pode proteger aquilo que ele mais amou.
Daven olhou ao redor da sala, encontrando cada par de olhos.
Algo tremeu no fundo de seu peito, uma mistura dolorosa de perda, culpa e uma necessidade desesperada de proteger.
— Certo! — Disse por fim, a voz baixa, mas firme. — Se era isso que ele queria... Vou pensar a respeito. Mas só farei isso se Althea concordar. Se ela não concordar, então vou fazer do meu jeito.
Riana assentiu, as lágrimas agora escorrendo livremente por suas bochechas.
— Obrigada, Daven. Eu sei... Chase também agradeceria.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...