Quando chegou àquela casa pela primeira vez, tudo o que tinha era uma pequena mala com algumas roupas gastas. Mas agora, três grandes malas estavam cuidadosamente arrumadas, não com itens luxuosos que comprou durante seu tempo como esposa de Daven, mas com coisas que tinham um significado muito mais profundo.
Coisas que Evelyn Callister havia lhe dado.
Objetos simples e sentimentais, uma manta tricotada à mão, um livro de receitas gasto escrito na delicada caligrafia de Evelyn e um cachecol de lavanda que a senhora costumava usar no inverno.
Para os outros, talvez não significassem nada. Mas, para Althea, eram preciosos.
De uma pequena gaveta, ela pegou um cartão de débito que não tocava havia meses. A última vez que Evelyn o ofereceu, ela havia recusado.
— Eu não preciso disso. Omma! — Disse Althea suavemente, colocando o cartão de volta na mão de Evelyn. — Daven cuida de tudo de que eu preciso. De verdade.
A idosa, com seu coração gentil e afetuoso, sorriu com ternura e afagou o topo da cabeça de Althea.
— Isto é um presente meu, querida. Nunca se sabe quando você pode precisar. Além disso, é apenas justo que meu neto sustente sua esposa, não é? Meu neto tem muito dinheiro, Althea. Você nunca deveria se preocupar em passar necessidade.
Na época, Althea apenas concordou.
— É exatamente por isso que eu não preciso, vovó. — Respondeu, com a mesma suavidade.
— Você realmente sabe como magoar os sentimentos de uma velha, não sabe, Althea? — Evelyn fez um pequeno beicinho, fazendo Althea se sentir imediatamente culpada.
— Eu até separei um pouco das minhas próprias economias só para lhe dar esse cartão. E você está recusando? Felicia nunca diria não a algo que envolva dinheiro. Ela sempre encontra algo novo para comprar, Althea.
Althea engoliu em seco, sentindo a tensão apertar seu peito.
— Você vai aceitar... Não vai?
Ela alternou o olhar entre o cartão em sua mão e Evelyn, cujos olhos estavam cheios de uma esperança silenciosa. Althea hesitou, com o coração pesado, mas por fim sussurrou:
— Está bem.
Até mesmo dizer aquilo foi como erguer um peso de mil quilos.
— Ugh... Por que minha cabeça está doendo tanto?
A tontura veio de repente, uma pressão pulsante que não diminuía. Ela balançou levemente a cabeça, tentando afastá-la.
— Vamos lá, Althea. — Murmurou, tentando se recompor. — Não fique doente agora. Só falta um pouco para terminar.
Seu olhar percorreu o quarto até o restante de suas coisas, ainda espalhadas.
Afastando-se do guarda-roupa, ela tentou firmar o equilíbrio, apoiando uma mão na borda da penteadeira.
Suas pernas pareciam feitas de chumbo. Sua visão ficou turva, os cantos do quarto se distorcendo e escurecendo. Mas ela se forçou a continuar. Precisava terminar de arrumar.
Ela não conseguiu dar mais do que três passos antes de o chão inclinar bruscamente sob seus pés.
A última coisa que viu antes de tudo escurecer foram as três malas encostadas na parede, ainda abertas, ainda por terminar de arrumar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...