Cale se aproximou e puxou o sobrinho para um abraço um pouco mais apertado, um pouco mais demorado do que o normal.
Josh pareceu surpreso, mas logo se desmanchou em risadinhas diante daquela demonstração incomum de afeto de Cale. Observando os dois, Riana e Nathan sentiram uma onda de gratidão pelo calor que preenchia o ambiente.
Quando Grace se juntou ao abraço, o ar da manhã ficou ainda mais vivo.
Althea observava sua família, um sorriso suave puxando seus lábios. Aquela cena, aquela vida bagunçada, barulhenta e linda, era sua maior bênção.
Por favor, Senhor, ela fez uma prece silenciosa, mantenha todos eles seguros em Seu amor.
— Acho melhor começarmos a comer. Não queremos nos atrasar. — Lembrou Lydia, enquanto uma criada a seguia com uma travessa de torradas douradas.
— Certo, tia Lydia. — Respondeu Grace obedientemente, deslizando para o assento ao lado de Cale.
Josh e os outros logo fizeram o mesmo.
A mesa se transformou em uma sinfonia de talheres tilintando e suco sendo servido. A conversa fluiu com facilidade: os testes do dia, os desenhos de dinossauros mais recentes de Grace e a agenda cada vez mais cheia de Josh.
Cale se inclinou para dar alguns conselhos de irmão mais velho, dizendo a Josh que se concentrasse no que realmente amava em vez de tentar fazer tudo ao mesmo tempo, para que isso não o afastasse dos estudos.
— Quando o papai volta para casa, mãe? — Perguntou Josh de repente, no meio de uma garfada. — Quero contar a ele que minha nota de matemática subiu.
Grace entrou na conversa, os olhos grandes e ansiosos.
— Eu também quero mostrar uma coisa! Aprendi a fazer um mosaico de papel!
— O papai vai ficar muito feliz em ouvir isso. — Respondeu Althea, segurando um sorriso.
A família estava na metade do café da manhã quando o ritmo suave e firme de passos ecoou pelo corredor, seguido pelo som distinto de uma cadeira sendo puxada.
— Bom dia a todos.
Josh foi o primeiro a erguer os olhos, a colher congelando no ar.
— Pai...?
A cabeça de Grace se virou em seguida, os olhos se arregalando.
— Papai?
Daven estava parado à entrada, as mangas da camisa azul clara casualmente arregaçadas até os cotovelos. Um sorriso amplo, cansado, mas feliz, abriu-se em seu rosto enquanto observava as duas pequenas figuras congelarem por um instante, antes de se lançarem contra ele como dois foguetes.
— PAPAI!
Daven se agachou bem a tempo, abrindo os braços.
Recebeu o impacto duplo com uma risada sincera, puxando os dois para perto.
— Surpresa.
— Você está em casa! — Josh praticamente gritou.
— Desde quando? — Grace exigiu saber, os braços presos com força ao redor do pescoço dele.
— Desde ontem à noite. — Respondeu Daven. — Queria pegar vocês dois de surpresa.

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