— Você não está se sentindo bem, Althea?
Instintivamente, Althea tocou a própria bochecha e encarou a mulher mais velha à sua frente, os olhos enevoados de confusão.
— Eu? Não me sentindo bem?
— Sim! — Respondeu a Sra. Yoshida, com a preocupação evidente no rosto. — Você está pálida, Althea. Talvez não tenha dormido o suficiente?
Althea ofereceu um leve sorriso.
— Acho que sim. Obrigada pela preocupação, Sra. Yoshida. Mas estou bem, de verdade.
A Sra. Yoshida soltou um pequeno suspiro de alívio.
— Fico feliz em ouvir isso. Ainda assim, cuide-se, Althea.
— Desejo o mesmo para a senhora, Sra. Yoshida.
A mulher retribuiu o sorriso com carinho.
— É uma pena que eu não possa ficar na cidade por mais tempo. Ainda há tanta coisa que eu gostaria de fazer. — Seu sorriso enfraqueceu um pouco. — Sem mencionar que nem tive a chance de provar sua comida.
— Se a senhora planejar outra visita a SunCity, por favor, me avise. Ficarei mais do que feliz em preparar algo.
— Ah, vou cobrar isso, pode ter certeza. — Seu semblante voltou a se iluminar. — Principalmente depois de ouvir Chase elogiar tanto sua culinária incrível.
Althea piscou, surpresa.
— Espera... Ah, meu Deus! — Ela deu um leve tapinha na própria testa. — Por que ele foi contar uma coisa tão desnecessária assim?
A Sra. Yoshida riu.
— Desnecessária? Acho que não. Chase estava genuinamente empolgado em compartilhar seus talentos, Althea.
Althea apenas conseguiu esboçar um sorriso constrangido.
— Não é nada demais, na verdade. Eu só preparo refeições simples.
— Chase disse que você faz a melhor lasanha que ele já comeu.
— Meu diretor é generoso demais com elogios.
— Sinto muito, Althea. Não quis trazer à tona algo doloroso.
— Está tudo bem. — Althea ofereceu um sorriso suave. — Isso já ficou no passado, Sra. Yoshida.
A Sra. Yoshida estendeu a mão e segurou a de Althea com delicadeza. Através daquele toque suave e reconfortante, esperava que ela não se sentisse ferida por memórias que talvez não devessem ter sido revisitadas. Uma pequena onda de arrependimento passou por ela, mas, ainda assim, a curiosidade permanecia. O que realmente aconteceu entre aqueles dois?
— Sabe... — Disse Yoshida, mudando de assunto. — O programa de intercâmbio estudantil começa no próximo semestre. Quero garantir que os alunos escolhidos realmente aproveitem ao máximo essa oportunidade. A escola onde você leciona foi uma das principais recomendações da coordenação do programa.
— Isso é uma ótima notícia. — Althea sorriu comedidamente, claramente aliviada com a mudança de assunto.
— E espero que você continue fazendo parte do programa. — Acrescentou Yoshida, os olhos carregados de significado. — Você é mais do que apenas uma professora, Althea. Tem um coração que inspira. Acredito que sua presença traria algo especial ao projeto.
Althea ficou visivelmente sem graça.
— Obrigada pela confiança que deposita em mim.
— E mais uma coisa. — Yoshida apertou levemente sua mão, a voz calorosa e sincera. — Se algum dia estiver enfrentando dificuldades na sua vida, não hesite em me procurar. Não sou apenas parte desta parceria. Esqueça meu título ou minha posição na embaixada, eu também sou sua amiga, Althea.
Aquelas palavras despertaram algo dentro dela. Em meio a tudo o que fora dito, foi aquele gesto de bondade que a pegou desprevenida. Uma forma silenciosa de apoio... Da qual ela nem percebia o quanto precisava desesperadamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...