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O CEO viúvo e o segredo da babá romance Capítulo 4

Lizandra

Mesmo sentado atrás da mesa, era possível perceber que o homem era alto. Ombros largos, braços fortes que marcavam por baixo da camisa social de tecido impecável. Os cabelos castanhos estavam perfeitamente alinhados, sem um fio fora do lugar, como se a ordem fosse uma extensão natural dele. A barba escura e bem aparada contornava um maxilar firme, lindo demais para ser real.

Mas não era a beleza dele que me deixou sem ar.

Era a intensidade.

Aquela beleza não era suave. Não era acolhedora.

Era marcada, agressiva até, como se ele soubesse exatamente o efeito que causava no ambiente e não fizesse esforço nenhum para suavizar.

E então ele levantou o olhar.

Os olhos dele eram de um azul inacreditável.

Azul profundo.

Azul frio.

Friamente calculistas e quase ameaçadores.

Senti minha respiração falhar por um instante. Meu coração começou a bater tão rápido que eu temi que ele escutasse dali. Aquele homem era perigoso, não no sentido literal, mas no tipo de presença que derruba suas defesas antes que você perceba.

Por um momento, esqueci completamente que estava ali para uma entrevista. Esqueci até como se respirava direito. Ele me observou em silêncio, com aquele olhar que parecia atravessar camadas, como se estivesse medindo minha alma inteira só para decidir se valia a pena continuar.

Eu não esperava por aquilo. De verdade, não esperava. Eu imaginei que seria entrevistada pela mãe da criança. Uma mulher amável, sensível, curiosa sobre minhas experiências. Não… não por ele. Não por aquele homem de presença tão intensa que parecia preencher todo o escritório sozinho.

Quando entendi que era o pai quem faria a entrevista, senti meu estômago revirar de nervosismo. E o pior? Tentei esconder, mas era impossível. Meu corpo me traía sem piedade.

Minhas mãos estavam geladas. Meu rosto… meu Deus, eu sentia o calor subindo pelas bochechas, nítido, evidente. Um rubor que eu não conseguia controlar por mais que tentasse respirar fundo.

Ele continuava me observando em silêncio.

Aqueles olhos azuis, tão lindos que chegavam a ser hipnotizantes, mas ao mesmo tempo tão frios, tão avaliadores. Pareciam despir cada pensamento meu. Como se ele pudesse ver além do que eu mostrava.

Atrás daquela mesa enorme estava um homem que eu nunca teria coragem de encarar duas vezes na rua. Bonito demais, imponente demais, intenso demais. E eu, ali, tentando fingir que não estava derretendo por dentro.

Ele cruzou as mãos sobre a mesa. Com seu jeito imponente que me tirava do eixo.

— Você é muito jovem, Lizandra.

— Eu sei, senhor. Mas tenho experiência e… vontade. Também fui monitora escolar, gosto de crianças.

— Minha filha Lia é meu bem mais precioso. — As palavras saiam de forma dura, quase rude. — Eu só confio em poucas pessoas ao redor dela. Só quem entende isso permanece aqui.

— Eu entendo, senhor Albuquerque.

— Tem noção — continuou, inclinando um pouco para a frente, estudando cada expressão minha — do tamanho da responsabilidade caso fique com a vaga?

— Tenho, sim. E… estou preparada. Eu realmente estou. Afirmei com convicção.

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