Quinn respondeu com um sorriso lento e maroto. Com a ponta do dedo, ergueu o queixo dele, guiando-o exatamente para onde queria. Então, inclinou a cabeça, roçou os lábios no canto da boca dele e sussurrou, entre os mais suaves beijos: "Essa demonstração te agrada?"
Uma chama de necessidade irrompeu nos olhos escuros de Julius, com o contorno de uma fênix, tornando suas profundezas incandescentes. "Não. Mas isto vai."
A última palavra mal havia caído quando a palma de sua mão acolheu a nuca dela. Ele tomou-lhe a boca por inteiro, vertendo cada promessa não dita naquele beijo.
Em comparação com o toque de borboleta de antes, aquele beijo era feroz—faminto—decidido a provar, roubar e guardar cada traço de doçura que ela possuía.
Só depois de uma eternidade ele a deixou respirar. Quinn inspirou em goles curtos, as faces tingidas de um rosa pétala. "O que trouxe essa intensidade repentina?" conseguiu dizer, meio rindo, meio ofegante.
Julius sustentou seu olhar, e o amor—puro, ardente, inegável—ardeu nos olhos dele. "Porque eu te amo desse tanto," disse.
Ele a acolheu suavemente nos braços, pressionando a cabeça dela contra a batida constante do próprio coração. "Quinn, eu te amo de forma tão completa que nada—nem ninguém—jamais vai nos separar."
Se Joaquin realmente tentar machucá-la de novo, então ele terá que morrer.<\/i>
Laura ficou na fábrica até bem depois das dez naquela noite, só se afastando das máquinas quando todos os indicadores estavam estáveis e cada linha do registro conferia.
Os componentes redesenhados por Quinn finalmente estavam entrando em produção em larga escala, e a responsabilidade extra fazia Laura correr entre as mesas de desenho e o chão da fábrica, caçando erros antes que tivessem tempo de respirar.
Só quando a última lista de verificação foi assinada, ela deslizou para dentro do carro e seguiu para o apartamento, os faróis rasgando as ruas silenciosas.
A confusão de ontem com Claudia havia feito de Laura o assunto mais comentado da empresa outra vez. Ninguém ousava falar ao alcance dela, mas ela sentia os sussurros se juntando atrás de cada porta, como aves inquietas.
Mais cedo naquela manhã, Quinn a encurralara na estação de café e perguntara: "Pelo jeito no rosto de Weston ontem, ele parece genuinamente apaixonado por você. Tem certeza de que não o ama—ou ainda está magoada pelo passado?"
Laura balançara a cabeça. "Não há mais mágoa," respondeu simplesmente.
No trajeto de volta, suas próprias palavras voltaram a ecoar na mente. Se ainda alimentasse rancor, talvez alguma parte dela ainda se importasse com Weston. Afinal, ressentimento também é uma forma de apego.
Mas ela se recusava a ser regida por feridas antigas. O que aconteceu naquela época não passou de uma lição difícil da juventude—um lembrete de que o coração humano é imprevisível.
"Weston não é fácil de lidar," Quinn a advertira antes de se despedirem.
Era verdade. A brutalidade com que Weston desmontou a família Rowe dizia muito; quanto pior a queda deles, mais profundo parecia ser o seu fascínio por Laura.
"Relaxa. Eu vou lidar com o que restou entre nós," Laura replicara com uma risada despreocupada. "Somos adultos, não adolescentes melodramáticos agarrados a extremos."
Weston, com toda a polidez e os ternos impecáveis, era o retrato da racionalidade. Ela deixara sua recusa cristalina. O orgulho dele—ela tinha certeza—não permitiria que continuasse a insistir.
Agora, ao entrar na garagem subterrânea do prédio, Laura acomodou o carro na vaga, desligou o motor e deixou o silêncio engolir o zumbido remanescente do dia.
No instante em que Laura pousou o salto no concreto frio e se ergueu do banco do motorista, o coração deu um solavanco forte nas costelas. Uma ondulação de ansiedade sem nome se espalhou pelo peito como tinta derramada na água.
A noite concedia à garagem subterrânea um silêncio tão profundo que beirava o antinatural; cada passo, cada motor distante, era engolido pelo cimento em torno.
Naquela noite, as lâmpadas do teto, normalmente tão claras quanto um corredor de supermercado, ardiam baixas e sombrias, deixando longos corredores de penumbra entre os carros adormecidos.
Laura apertou os lábios, um gesto silencioso de firmeza, e fechou a porta com cuidado deliberado. O estalo metálico ecoou alto demais. Com as chaves cerradas na mão, ela se encaminhou para o elevador, os saltos marcando um ritmo cauteloso e medido.
Depois de poucos passos, algo cintilou na periferia da visão—uma silhueta humana brotando atrás dela, muda como uma mancha se alastrando pelo concreto.
Uma silhueta só podia significar que havia alguém ali.
Mas o único som que ouvia era o eco nítido dos próprios saltos.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Despertar da Rainha Militar Divorciada
informa que a cobrança e menor do que os outros aplicativos, porém os capítulo após o pagamento repete os parágrafos anteriores e está sem coerência de um parágrafo para o outro, ou seja, está faltando parte da história. Se estão cobrando, que seja excelente...
Aqui informa que a cobrança e menor do que os outros aplicativos, porém os capítulo após o pagamento repete os parágrafos anteriores e está sem coerência de um parágrafo para o outro, ou seja, está faltando parte da história. Se estão cobrando, que seja excelente com os livros disponíveis, é o mínimo que esperamos como clientes (leitores)....