Ponto de Vista da Natalia
"Vamos, meninas!" Isadora grita assim que todas nós entramos no carro.
"Garota, eu concordo com a Kathy, você está muito gata hoje!" Isadora comenta enquanto me olha com o cenho franzido.
"Mas, você ficaria ainda mais gata se isto não estivesse atrapalhando." Ela abre o botão superior da minha camisa, deixando um pouco do meu decote à mostra.
"Ei, isso não é uma boa ideia." Digo ao tentar abotoar minha camisa. Contudo, quando olho para o botão, vejo que ele está partido ao meio.
'Quanta força essa garota usou para quebrar meu botão sem que eu percebesse?' Resmungo enquanto olho para ela.
"Haha... Ela está certa. Viva um pouco, querida. Não é como se a tia Melissa fosse à festa." Geline diz ao se olhar no espelho enquanto dirige o carro.
'Elas estão mesmo certas sobre isso. Por que eu estou sendo tão chata com essas coisas? Além disso, não é como se fosse algo inadequado.' Eu penso.
Logo antes, quando notei que meu decote estava muito à mostra na camisa, eu a abotoei até o topo, para que ninguém pudesse me julgar, dizendo que eu fazia isso de propósito, ao exibir meu decote.
Mas, agora que penso sobre o assunto, esse pensamento não é inútil? Por que alguém me julgaria quando estamos indo para uma boate e, não, para uma igreja?
O restante da viagem é silencioso, com todas ocupadas com seus celulares, enquanto eu estou ocupada com meus pensamentos. Em pouco tempo, estamos em frente ao portão da boate.
"Vão na frente. Eu vou depois de estacionar o carro." Geline diz.
"Eu vou com você." Eu falo de imediato, querendo me incentivar um pouco mais, pois sinto meu coração bater mais rápido quando escuto o som alto que saí toda vez que alguém abre a porta.
Depois que Geline estaciona o carro, começamos a caminhar em direção à entrada da boate.
'Eu me pergunto se o Vier já chegou. Como vou encontrá-lo em um lugar tão grande?' Penso ao andar com Geline, que conversa com alguém no celular.
"Oi, linda." Alguém diz atrás de nós, quando estamos prestes a entrar na boate, e pela voz, eu sei que é ninguém menos que Xavier. Chame o diabo, que ele aparece.
"Oi!" Eu sorrio, virando-me para encará-lo.
"Vocês podem conversar. Vou entrar agora. Não consigo controlar mais essa adrenalina." Geline afirma, antes de rir e entrar na boate.
"Então você veio." Ele sorri, olhando para mim com seu adorável sorriso. Xavier está usando um jeans preto e rasgado, além de uma camiseta que combina com uma jaqueta jeans, e seus cabelos estavam penteados para trás. Ele está bonito como sempre.
"Sim, eu vim, e você pode ver isso já que estou de pé na sua frente." Digo, rindo.
"Não vai entrar?" Eu pergunto ao me virar para entrar na boate.
"Espere!" Ele chama. Perece que ele quer me dizer algo, mas está hesitando.
"Seja lá o que for, fala logo. Se as meninas não me encontrarem lá dentro, elas vão vir aqui me puxar para dentro. Até me avisaram isso." Volto a rir, lembrando-me do aviso delas sobre como me levariam a todas as baladas durante a próxima semana se eu não aproveitasse hoje à noite.
"É só que você está bonita." Ele afirma. Posso ver suas orelhas ficando um pouco vermelhas com isso e fico com vontade de suspirar na frente dele.
"Bem, obrigada. Agora, vamos." Eu digo.
"Não, espera!" Ele me puxa para longe da entrada, em direção ao estacionamento, como se estivesse desprevenido.

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