Apenas quando estamos um pouco dentro da floresta, que fica nos fundos da universidade, que ele finalmente me coloca no chão.
"Obrigada por me colocar no chão, certo?" Eu resmungo, irritada. Arrumo as roupas que se amassaram por causa do jeito cafajeste que ele me carregou.
"Eu sei que foi errado carregar você assim, sem a sua permissão, mas eu não tinha escolha. Você teria dito 'sim' para ele, se eu não estivesse lá. Enfim, vou dizer o que quero perguntar. Você vem comigo para o baile, como minha parceira e companheira?" Xavier pergunta, com um brilho maldoso nos olhos.
No entanto, eu definitivamente concordo que é diferente de como imaginei? Nunca pensei que ele queria me convidar para sair quando me carregou daquele jeito. Eu pensei que era mais uma de suas pegadinhas.
'Bem, essa é uma forma marcante de chamar alguém para sair, não é?' Eu penso, sem saber se devo ficar feliz com isso ou não.
Encostada na árvore, observo sua postura de cima a baixo. Honestamente, não vou negar o fato de que gosto do jeito cafajeste que ele me chama para o baile.
Eu sei que algo está errado na minha cabeça.
Olhando de volta para o seu rosto esperançoso, meu olhar retorna aos seus lábios. 'Beije-me e eu digo que vou.' Eu quero dizer isso, mas sei que Halia brigaria comigo. Por isso, evito falar algo assim.
No entanto, isso não significa que eu não possa fazer mais nada.
"Então, você vem comigo?" Xavier pergunta de novo, quando se aproxima de mim, já que não respondo por um tempo.
Não sei por quê, sempre acabamos em uma posição assim e, agora, não posso deixar de ficar irritada.
O herói não deve beijar a moça, quando eles estão próximos desse jeito, encostados um no outro, em uma posição comprometedora e sem ninguém por perto?
Suspirando alto, eu me endireito antes de segurar a mão de Xavier e virá-lo, assim eu o empurro contra a árvore.
'Devo proceder como a heroína desse drama?' Pergunto à Halia, que por algum motivo desconhecido está vibrando em minha mente.
Olho de novo para Xavier, que tem uma expressão surpresa e chocada no rosto.
Pulo em seu colo, enquanto levanto a perna esquerda e a coloco ao lado dos ombros de Xavier. Eu me inclino para um pouco mais perto, então seguro seu queixo com as mãos.
"Me diga, o que você quer que eu faça?" Eu digo. Vejo como ele engole em seco, passo meu dedo indicador pela sua garganta.
"O que você está fazendo?" Ele pergunta, sua voz fica mais profunda e treme um pouco, seus olhos se arregalam com as minhas ações.
"Você não pode ver? Estou tomando a iniciativa aqui." Eu respondo, com o meu olhar ainda focado em seus lábios e depois me volto para seu pescoço.
'Ah! Como eu quero morder o pescoço dele agora.' Eu penso ao sentir que os meus caninos estão praticamente pedindo para mordê-lo, uma leve dor dispara neles e desaparece.
Pensando que é apenas a minha imaginação correndo solta, porque eu quero alguma intimidade, eu me concentro em seus lábios de novo.
Eu sinto minha garganta ficar seca enquanto eu tento controlar meus sentimentos.

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