Ponto de Vista da Natalia
"Eu... Eu..." Eu começo, sem saber o que dizer.
"Por que vocês a estão assustando? Vocês não sabem que companheiros têm comunicação telepática?" Luciano corre para o meu lado, antes de pegar minha mão. "Você não precisa ter medo. Eu estou aqui com você." Ele me conforta sorrindo para mim.
É exatamente por isso que sempre digo que me sinto segura quando estou ao lado dele, porque sei que ele sempre me vai me apoiar.
"Solte a mão dela! Isso não tem nada a ver com isso. Você está louco? Seus hormônios de 'lobo' estão reagindo agora por ter ficado tanto tempo sem uma companheira?" Xavier me puxa em sua direção, segurando minha mão com firmeza.
"Escute, Xavier. Eu não quero decepcioná-lo, mas tenho sentimentos por ela. E eles são reais. Você também pode senti-los. Eu o respeito, porque você é meu Rei Alfa, mas isso não significa que vou me humilhar diante de você, principalmente quando o amor da minha vida está em jogo." Luciano declara, puxando-me de novo para ele.
No momento, uma das minhas mãos está na de Xavier, e a outra, na de Luciano.
'Por que essas coisas sempre acontecem comigo? Não posso ter uma noite tranquila?' Penso, chorando silenciosamente em minha cabeça.
"Solte a mão dela!"
"Solte sua mão dela!"
"Ela é minha companheira, Xavier!"
"Ela é a sua Rainha Luna, Luciano!"
Os dois começam a brigar enquanto brincam de cabo de guerra comigo.
"Hum... pessoal, eu não acho que essa seja a melhor maneira de decidir isso. Eu sou companheira de ambos. Então, eu vou apreciar se vocês puderem soltar minhas mãos..." Eu tento puxar minhas mãos. Minhas pernas balançam de um lado para o outro agora.
"Você é minha!" Ambos dizem ao mesmo tempo.
Olhando para o meu estado atual, lembro-me de uma briga com uma amiga minha, de quando éramos pequenas. Ela tinha uma boneca linda, com a qual eu queria brincar, mas ela não deixava. Comecei um cabo de guerra com ela, assim como eles fazem comigo agora.
Pensando nisso, aquela boneca deve ter se sentido do mesmo jeito que eu me sinto neste instante.
'Bonecas não pensam.' De repente, uma voz ecoa em minha cabeça. Eu reviro os olhos.
Eu sei que ela não vai me ajudar. O melhor que Halia pode fazer agora é manter a boca fechada.
"Rapazes, estou apenas tentando dizer que podemos conversar como pessoas civilizadas. Não devemos nos envolver em brigas por esse tipo de coisa." Tento fazê-los raciocinarem comigo.
Ao olhar para cima, percebo que eles estão em uma dura competição de olhares.
Eles devem achar isso divertido, né?
Enquanto eu ainda tento pensar em mais motivos para que eles soltem minhas mãos, eu sinto um calor borbulhante surgir dentro de mim de repente. Sei que se eu não reagir logo, algo vai reagir por mim.
E, ao contrário de antes, quando Luciano me salvou daquele incidente telepático, tenho certeza de que ninguém vai ficar do meu lado se minhas mãos entrarem em combustão.
"Xavier e Luciano! É melhor me soltarem ou juro que nunca mais vou falar com vocês!" Eu grito. Eles soltam minhas mãos de imediato.
Já menciono antes que meus pés estavam balançando de um lado para o outro? Assim que eles me soltam, o que deve acontecer? Ah, sim, você está certo. Eu caio direto no chão.
"Seus idiotas!" Eu grito, massageando minha parte traseira, que está realmente doendo.
"Ah, sinto muito, Natalia..." Xavier diz, ajudando-me a levantar; e antes que ele possa dizer mais alguma coisa, Luciano me toma em seus braços.
Meu Deus! De novo, não!
"Está bem, já que você tem tanta certeza de que ela é sua companheira destinada. Vou provar que ela não é." Xavier declara.

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