O que Lucas não esperava era que Estela realmente fosse concordar.
Ele se lembrava bem, depois que a mãe de Estela morreu e o pai dela se casou de novo, tanto o pai quanto a madrasta nunca a trataram bem.
Vendo que ele lembrara disso, Estela não explicou mais nada. Apenas assentiu:
— Já é algo decidido. Não faz sentido continuar adiando.
O divórcio já estava definido.
Estela não gostava da sensação de algo pendurado, sem conclusão.
— Então tudo o que você fez esses dias foi por isso? — Lucas pensou no comportamento estranho dela.
Então era isso? Ela tinha medo de que ele recusasse o pedido de investimento da família Silveira e por isso armou toda essa encenação fingindo se afastar?
Lucas achou graça disso.
Estela não entendeu de imediato o que ele queria dizer.
Mas ao ver seus traços suavizarem, parecia que ele estava de bom humor.
Provavelmente estava pensando que, depois do divórcio, poderia finalmente ficar com Jéssica.
Por dentro, Estela soltou um riso de desprezo.
Lucas dizia que o divórcio não mudava nada, mas no fundo devia estar ansioso para que ela assinasse logo e o liberasse para Jéssica.
Ela não respondeu.
Lucas tomou o silêncio como confirmação, então não disse mais nada.
Virou até a última página e assinou o documento sem hesitar.
— Amanhã você vai comigo ao…
A palavra cartório nem chegou a sair. Lucas já tinha tirado o documento de identidade e empurrado junto com o acordo até ela.
— Estou ocupado. O resto você resolve sozinha.
— Se não souber como fazer, procure o Gonçalo.
O tom frio dele fez Estela soltar um sorriso amargo.
A certidão de casamento, anos atrás, já tinha sido feita por Gonçalo no lugar dele.
E agora, até o divórcio, depois de cinco anos juntos, ele não estava disposto a separar um minuto da sua agenda para encerrar aquilo com um mínimo de dignidade.


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