Os dedos de Gonçalo de repente tocaram sua testa, como se quisessem alisar as rugas entre suas sobrancelhas.
— Tão jovem e já com essa testa franzida, está tão preocupada assim?
Ágata assentiu.
— Sim, estou preocupada.
Alguém queria matá-la, e ela nem sabia quem era...
Isso não era motivo para se preocupar?
Gonçalo bufou.
— Não se preocupe, de agora em diante, eu cuido de você.
Ágata ficou surpresa e franziu os lábios sem dizer nada.
Em suas memórias, outra pessoa já havia lhe dito algo semelhante...
Que cuidaria dela...
— Certo, pare de pensar nisso. — Gonçalo a aninhou debaixo do cobertor, bagunçando seu cabelo de propósito. — Durma mais um pouco.
Ela parou de lutar, fechou os olhos e a dor em sua testa pareceu diminuir gradualmente, tornando-se quase imperceptível.
Até que ela adormecesse novamente, Gonçalo permaneceu ao seu lado.
Ela não sabia quais eram os motivos de Gonçalo para se aproximar dela.
Mas, pelo menos por enquanto, ele claramente não tinha más intenções, então ela não se preocupou em investigar.
-
Quando acordou novamente, já era noite.
Ágata foi despertada pela fome, seu estômago roncava sem parar.
Gonçalo não estava em lugar nenhum, mas assim que ela acordou, vários empregados entraram em seu quarto em fila.
Eles montaram uma pequena mesa ao lado da cama de Ágata e serviram vários pratos requintados.
— Bom apetite.
Depois de dizer isso, os empregados se retiraram em fila, da mesma forma que entraram.
Ao saírem, não fecharam a porta completamente, e Ágata pôde ouvir claramente a conversa dos empregados do lado de fora.
— Quem é essa pessoa? Ouvi dizer que foi o Sr. Guerra quem a trouxe.

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